sábado, 21 de novembro de 2009
Arte e Artesanato como inclusão social e/ou ressocialização
Prorrogadas inscrições para programa Oi Patrocínios Culturais Incentivados 2010
O edital para seleção dos projetos estará disponível até 30 de novembro para todo o País
A Oi prorrogou para até o dia 30 de novembro as inscrições dos projetos culturais que concorrem a patrocínios da empresa no próximo ano. O Programa Oi de Patrocínios Culturais Incentivados 2010 destinará recursos para o financiamento, total ou parcial, de projetos em todo o País aprovados em leis de incentivo à cultura. O objetivo da iniciativa é estimular a produção artística no País, valorizando a diversidade como elemento fundamental da identidade nacional. As inscrições para o processo de seleção estarão disponíveis por meio do site www.oifuturo.org.br ou www.oi.com.br. Artistas e produtores culturais podem concorrer com mais de um projeto.
Inscrições: de 15 de outubro até 30 de novembro de 2009
Sobre a criação do Vale Cultura
A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou a realização de audiência pública, no próximo dia 24, com o ministro da Cultura, Juca Ferreira, para discutir o projeto de criação do Vale Cultura. O requerimento aprovado é de autoria da senadora Ideli Salvatti (PT-SC). A oposição pressionou a senadora pela realização de audiência pública com o ministro alegando que o Vale Cultura será usado eleitoralmente pelo governo, que pretende aprovar a matéria antes do lançamento do filme "Lula, o Filho do Brasil", cinebiografia sobre o petista, que será lançada em 1º de janeiro de 2010.
População foi às ruas comemorar dia da Consciência Negra
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Homenagem da Caixa aos seus 14 mil funcionários afrodescendentes
Origens reveladas
Lica Moniz de Aragão no MAM/BA
Tempo de Fundo
Artista baiana traz o mar como elemento de comunicação e objeto de expressão artística. A mostra é composta por quatro trabalhos através dos quais a artista representa sua intensa relação com a água. Três são instalações e ficarão em exposição durante o período da mostra, o quarto é uma intervenção que a artista realizará com luzes e o mar, apenas na noite da abertura. Em sua pesquisa, ela resgata o significado das antigas navegações e relaciona à virtualidade contemporânea da navegação na Internet que, assim como a primeira, alcança todo o mundo, comunicando diferentes culturas e realidades
segmento_ objeto, instalação
9 de novembro a 9 de dezembro de 2009
Visita mediada com a artista 24/11, 16h
A capacidade de se reinventar
Não arquive seus sonhos. Invista na sua flexibilidade profissional.
O sonho é um importante ingrediente para fazer as pessoas crescerem. Sem contar que é também o principal combustível das grandes invenções e inovações. Quem sonha mais, realiza mais. Porque acredita nas próprias ideias e se visualiza em ações construtivas. Não se deixa abater pela rotina estressante, pelas notícias da mídia, pelo mau humor do vizinho...
É por isso que é tão essencial reservar um tempo para sonhar. E isso acontece em dois níveis: dormindo e acordado. Durante o sono, é o momento de a mente libertar-se e se renovar com ideias, fantasias e imagens, muitas vezes inspiradoras. Quando é possível, vale anotar essas "viagens", que dão pistas interessantes sobre as nossas escolhas de vida.
E quanto a sonhar acordada? Não estou falando de quem vive no mundo da lua e está sempre "voando", sem foco e desconectada do momento atual. Não é isso. Eu me refiro à capacidade de se visualizar em situações, lugares, tempos e histórias desejados. É o hábito de pensar em coisas positivas para si mesmo e para os que se ama. Este treino é superválido, funciona como um test-drive ou um estágio para a realização posterior do sonho. Sonhar acordado só atrapalha quando consiste em puro devaneio, sem qualquer possibilidade de realização.
Essa vocação para sonhar conta pontos no seu DNA emocional, na sua capacidade de ser feliz e se reinventar. Mas por que é preciso se reinventar? Porque a flexibilidade é uma das características mais importantes nos dias de hoje. Em plena era da informação, com o mundo em movimentação frenética e constante, é essencial que a pessoa tenha uma atitude aberta para a vida: de aprendizado, conhecimento e mudança, se for preciso. Claro, sem abrir mão de valores (integridade, generosidade, respeito por si mesmo e pelo outro), mas com uma postura de aprendiz. Segundo a fonoaudióloga especializada em memória Ana Alvarez, é essa postura que garante uma vida feliz e produtiva. "A flexibilidade é a verdadeira fonte da juventude", diz Ana.
Isso vale para todos os campos da vida: pessoal, afetivo, profissional. Este último, especialmente, demanda boas doses desse "jogo de cintura". O motivo é que, nos últimos anos, aconteceu uma verdadeira revolução no mercado de trabalho. Aqui e lá fora. Empresas se fundiram, outras faliram, outras tantas mudaram de ramo. Boa parte cortou maciçamente seus times, enquanto terceirizava os serviços e convocava um exército de colaboradores independentes. Não é o melhor dos mundos, convenhamos, mas é a realidade atual, acentuada nesse último ano pela crise econômica internacional.
Mas este cenário, que pode parecer cinza e sombrio para muita gente, também é um horizonte colorido e cheio de esperança para outras pessoas. São aquelas que querem se reinventar, que não acreditam nas estatísticas e não arquivam seus sonhos só porque ouvem o tempo todo que as coisas vão mal.
São essas pessoas que acordam cedo e animadas para mais um novo dia. E que vão contra a maré pensando nos seus próprios projetos e trabalhando duro para que eles possam se realizar. Não ficam sentadas esperando que alguém as chame para trabalhar e lhes dêem tarefas e obrigações. Movimentam suas redes de relacionamento, lançam suas ideias adiante, apostam em suas próprias potencialidades e comandam suas vidas para realizar os seus sonhos, dia após dia. Isso é ser flexível e praticar a arte de se reinventar.
Nesses tempos em que a demissão virou pizza e a palavra "emprego" vem gradativamente perdendo o significado e o valor - os futurólogos acreditam que o modelo atual, com salários fixos e escritórios, será substituído por um panorama mais elástico, no qual a maior parte das pessoas irá trabalhar em sua própria estrutura; em geral, em casa - a necessidade de se reciclar e se reinventar fica ainda mais urgente.
Os que dependem de um crachá no peito para existir (ou, em outras palavras, se sentem perdidos quando não são o "Pedro da empresa tal ou a Mariana da companhia X") vão precisar rever suas ideias e convicções. Por isso, sonhar (e realizar) é preciso.
FONTE: Personare
AUTORA: Chantal Brissac
Jornalista e autora de "Demitido? Sorte sua! Como superar a crise e dar a volta por cima" (Ediouro), "Quem é você, mulher?" (Ediouro) e "Seja feliz também naqueles dias" (Ed. Ficções)
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Google anuncia que YouTube passará a legendar filmes automaticamente
por Rafael Fischmann | 19/11/2009
No final de agosto de 2008, o Google introduziu legendas (subtitles, ou closed captions) no YouTube, algo que se tornou ainda mais interessante dois meses depois, com a implementação da API do Google Translate e a possibilidade de elas serem traduzidas automaticamente.
Hoje, a firma de Mountain View foi além, anunciando um sistema que analisará o áudio de filmes do YouTube e gerará legendas automaticamente. A novidade explora uma tecnologia avançada de transcrição de voz, já utilizada no Google Voice.
Unindo todos esses recursos, o Google visa a tornar seus vídeos acessíveis a muito mais pessoas — sejam elas estrangeiras, que não entendam outros idiomas, ou até mesmo gente com deficiências auditivas. Só para se ter uma ideia, de todo o catálogo de vídeos já publicado no YouTube, apenas 100 mil possuem CCs, visto que ainda é difícil e demorado produzir esse conteúdo em texto e inseri-lo nos filmes.
É claro que, como qualquer novidade, os resultados ainda não serão perfeitos. Além disso, o Google pretende começar a liberá-la nesta semana em canais de vídeos educacionais do YouTube, somente em inglês. Outra funcionalidade bacana é que as pessoas poderão agora transcrever vídeos sem se preocupar com a sincronização de áudio — isso será feito automaticamente pelo sistema do Google.
É ótimo ver que o Google se preocupa tanto com acessibilidade em seus produtos.
CONVITE: Pré-conferências Setoriais de Cultura
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
O apagão da “elite culta” e a liberdade das conferências de cultura
Qual o resultado disso? Mas quem está interessado em resultados? E se eles veem de forma inesperada? Pois tudo indica que virão, comandados por outro sentimento menos ordeiro, mais simbólico, sobretudo mais verdadeiro, incontrolável, desembestado.
São estas as questões, que os camarotes terão que presenciar os blocos de sujos, dos feios e malajambrados da cultura desvalida, do sentimento pressionado.
Há um vulcão em erupção, magicamente e magistralmente efervescente desenhando um cenário de absoluta autonomia com a chegada das conferências de cultura. Nada está certo, nada está errado. Imagino que os universalistas de Sorococó estejam assustados. Nós, os vira-latas, estamos fugindo das carrocinhas que, como sabemos, ninguém consegue pegar vira-lata depois que as portas são arreganhadas pela molecada.
A cultura brasileira estava a um passo de virar sabão, pois era esse o destino que os ideólogos da cultura chique empacotada, do sabão português, aguardavam, nós os vira-latas sendo matéria-prima da indústria culta. Mas somos muitos, quase todos, sem complexos, pois complexo é coisa de elite, ela que quer nos transformar em universais mequetrefes, em cidadãos de terceira, em carbono borrado de civilizações européias do século XVII, para sermos os civilizados higienizados do século XXI em seus matadouros urbanos, os tais centros culturais, institutos e fundações que tentam a todo custo engarrafar a rebeldia da cultura brasileira.
Estou achando tudo isso uma delícia. Os institutos somos nós. A cultura brasileira somos nós. Se universal ou não é só nosso o problema. Queremos ter o singelo e gigantesco prazer de sermos os macunaimas que somos. Há uma força incontrolável surgindo com a união dos sentimentos indiscutivelmente promovida pelas conferências de cultura. Nada é uniforme, elogios, críticas, xingamentos, comemorações, broncas, gargalhadas e participação coletiva, ora coordenada, ora desencontrada.
As conferências de cultura não são do bem nem do mal, são do povo brasileiro, sem heróis nem vilões. É isso que estamos assistindo, informações desencontradas, pensamentos desconexos numa embolia social que podemos maravilhosamente chamar de divina, de cultura brasileira.
Originalmente publicado em Cultura e Mercado
Consciência Negra 2009: Debate sobre turismo étnico
Música e exposição para celebrar o triunfo sobre a escravidão
Abertura de Exposição da Unesco marcará as celebrações do Dia da Consciência Negra
Com a presença do governador Jaques Wagner será aberta, no próximo dia 20 de novembro, Dia Nacional da Consciência Negra, às 11h, no Palácio Arquiepiscopal (Praça Sé), a exposição “Para que não esqueçamos: o triunfo sobre a escravidão”, doada à Fundação Pedro Calmon pela Unesco/ONU. A cerimônia de abertura contará com a participação da banda Tambores da Raça, do compositor Adailton Poesia, autor de diversas canções para blocos afros e da Banda Erê do Ilê Aiyê, formada por jovens percussionistas. O público assistirá também a uma apresentação do Grupo de Dança São Gonçalo, da comunidade remanescente de quilombo, Pitanga de Palmares,
Após a cerimônia, músicos e visitantes se integrarão às comemorações que acontecerão na Praça da Sé, no busto de Zumbi dos Palmares, como desfiles de entidades afros, a exemplo do Olodum, Malê Debalê e o Cortejo de baianas. Em seguida, a manifestação terá como destino a Praça Castro Alves, onde um palco armado receberá, a partir das 13h, militantes e artistas negros para uma grande celebração, que contará com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Um show da cantora Margareth Menezes encerrará as festividades.
A exposição “Para que não esqueçamos: o triunfo sobre a escravidão”, organizada pelo Programa Rota dos Escravos, da UNESCO, é formada por 32 painéis ilustrativos e com textos bilíngües (português e inglês), onde são retratadas imagens do povo negro e das atrocidades cometidas pela escravidão. Os estudantes do Colégio da Polícia Militar serão os primeiros visitantes da exposição que, até o dia 04 de dezembro, receberá estudantes de escolas públicas de Salvador, para palestras, exibição de filmes e atividades recreativas da Biblioteca Móvel. A presença da Biblioteca Móvel garantirá uma interação dos visitantes, que poderão expor suas impressões acerca da exposição através de textos, desenhos, pinturas ou colagem. Uma equipe de bibliotecárias e arte educadoras orientará os trabalhos. Uma parceria com o Centro de Estudos Afro-Orientais, CEAO, permitiu que 18 estudantes cotistas da Universidade Federal da Bahia recebessem um curso intensivo sobre a história da escravidão e da resistência negra. Esses jovens serão os monitores da exposição, sendo responsáveis por orientar os visitantes.
A exposição internacional fará parte do “Novembro Negro”, uma série de atividades promovidas pela FPC e que comemoram o Dia Nacional da Consciência Negra, relembrando as lutas e conquistas do povo negro. À exposição, a Fundação Pedro Calmon acrescentou a relação das 31 rebeliões escravas ocorridas na Bahia, no século XVIII, entre 1807 e 1837, revelada através de pesquisa do historiador João José Reis. O público, formado especialmente por estudantes, poderá conferir também a localização das comunidades remanescentes de quilombo espalhadas por todo território baiano, além de exibições de filmes e palestras com especialistas sobre o tema.
SERVIÇO:
O que: Exposição Internacional “Para que não esqueçamos: o triunfo sobre a escravidão”
Onde: Palácio Arquiepiscopal na Praça da Sé (ao lado da estátua de Zumbi dos Palmares)
Quando: De 20 de novembro a 4 de dezembro
Gratuito
ASCOM Fundação Pedro Calmon: (71) 3116-6918 / 6676
Sobre o mito da democracia racial
Vera Lúcia Benedito - Nas sociedades contemporâneas, o fenômeno racismo assume diferentes contornos dependendo do contexto, da formação histórica, socioeconômica, cultural e política de cada nação. Não há uma forma específica de definir o racismo, mas a combinação das variáveis citadas ajuda na produção deste fenômeno social. Em termos gerais – e aqui empresto uma definição utilizada há muito tempo pelo famoso sociólogo norte-americano William Julius Wilson, ainda válida nos dias de hoje –, o racismo pode ser definido: “como uma ideologia racial de dominação e exploração que (1) incorpora crenças específicas em relação à inferioridade biológica e cultural de uma “raça”, e (2) o uso de tais crenças para justificar e prescrever tratamento desigual ou inferior a um grupo assim caracterizado” (William Julius Wilson. Power, Racism and Privilege).
Seria mais correto falar em racismos, uma vez que podemos distinguir o racismo explícito, baseado em normas legais, as quais justificam a segregação espacial, social, política e cultural de um determinado grupo social. E há o racismo implícito, que apesar da ausência do suporte legal, permeia as relações sociais de forma sutil e nem sempre tão sutil, relegando um ou vários grupos sociais a lugares socialmente demarcados pela indiferença, tratamento desigual, práticas discriminatórias, ausência de reconhecimento de atributos positivos. Embutida nessas duas formas de racismo está a convicção de que o (s) grupo(s) assim caracterizados são “os outros”, um eufemismo para designar subcidadania. O resultado prático dessas convicções resulta na ausência do papel do Estado no provimento de equipamentos sociais de qualidade, como escola, saúde, moradia, saneamento básico, transporte coletivo, etc. Nesse contexto de pensamento social, há aqueles que merecem naturalmente o lugar de cidadãos e os que não são merecedores da mesma distinção e respeito.
Por mais de quatrocentos anos, no Brasil, durante o período colonial, e após 1822, enquanto nação independente, as relações, políticas, econômicas e culturais foram sedimentadas por um regime racista de dominação baseado na escravização de seres humanos – tanto os habitantes originais da terra como os africanos transplantados de um continente para outro. Como bem diz o escritor Alberto da Costa e Silva, “todo regime baseado na escravidão é violento”. E a violência foi a política social mais difundida na formação da sociedade brasileira.
Após a abolição da Escravatura, em 1888, e com o advento da República, em 1889, entramos numa nova fase da modernidade, sem que os antigos trabalhadores da velha modernidade no novo mundo usufruíssem dos benefícios dos novos tempos. Assim como no antigo regime, na era republicana a maioria de africanos e seus descendentes no Brasil continuou a ocupar no imaginário social e nas práticas interpessoais o lugar do “outro”, do subcidadão como grupo social. As vozes daqueles negros e negras brasileiros que conseguiram, enquanto indivíduos, sair da condição de subcidadania, tornaram-se inaudíveis na memória da nossa nação. Figuras como André Rebouças, Luiz Gama, Manuel Querino e Antonieta de Barros (a primeira deputada estadual negra pelo estado de Santa Catarina) ainda são desconhecidas para a população brasileira, em geral, e para a população estudantil, em particular. Dificilmente aprendemos na escola que o primeiro grande editor brasileiro foi Paula Brito, um mestiço de negra e branco que iniciou Machado de Assis nos círculos literários.
O curioso de rememorar esses dados para falarmos sobre racismo, como fenômeno histórico, é que muitos brasileiros proclamam em alto e bom som para o mundo todo que vivemos numa democracia racial. É bem verdade que essa ideologia está desgastada em vista das mazelas cotidianas. Ainda não conseguimos dar o salto qualitativo para de fato transformarmos a sociedade brasileira em uma democracia racial substantiva. Dezenas de pesquisas e estudos contemporâneos continuam a apontar de que maneira “a indiferença como racismo” continua a vitimar e condenar milhões de brasileiros e brasileiras, sobretudo negros e negras, a viverem como “outros”, como corpos descartáveis pertencentes ao não lugar. Infelizmente, neste final de primeira década do século XXI, o estigma associado à cor da pele determina em nosso país quem vive e quem morre, em geral prematuramente.
Os meios de comunicação, a mídia em geral, os espaços de entretenimento, os canais formadores de opinião pública, a escola, as empresas, continuam a tratar o cidadão negro brasileiro como ser invisível, alijado de avanços e conquistas sociais positivas, a não ser é claro, como canta Ivo Meirelles, quando aparece no Jornal Nacional retratados como foras-da-lei.
Hoje, dentre as diversas formas como o racismo se manifesta, podemos dar dois exemplos: primeiro, na valorização negativa contínua do negro na sociedade brasileira, o que tem contribuído para a sua invisibilidade em todos os lugares socialmente relevantes. Este fator impacta negativamente a autoestima de crianças, jovens e adultos, que não vêem a sua humanidade resgatada enquanto pessoas, enquanto indivíduos. Segundo: a indiferença coletiva que naturaliza lugares e papéis sociais predeterminados produz políticas sociais de igual teor, seja na educação de baixa qualidade, na falta de investimento na formação de professores, na ausência de investimentos em saneamento básico e moradia digna, o que acaba produzindo o racismo ambiental; como também na falta de investimentos na área da saúde, no tratamento do idoso.
Acredito que precisamos ter um contrato com o futuro deste país pela via permanente da educação. Precisamos nutrir a autoestima e os talentos positivos de nossas crianças. Precisamos cada vez mais lutar por uma educação antirracista, contra todas as formas de discriminação: de cor e etnia, de gênero, religiosa, opção sexual etc. Quando prestarmos mais atenção à amplitude devastadora do racismo como indiferença ou estranhamento em relação a um ou mais grupos sociais, talvez possamos agir mais concretamente para reforçar ferramentas sociais de combate às desigualdades.
LB - Que balanço você faz das políticas afirmativas dos últimos anos?
VLB - É preciso definir o que são “políticas afirmativas” já que há muitas variações conceituais sobre esse termo. Antes de mais nada, é preciso levar em conta que o conceito engloba, simultaneamente, aspectos redistributivos e de reconhecimento de pertença racial ou identitária na distribuição de bens materiais ou simbólicos por parte do Estado ou grupos privados a segmentos historicamente discriminados. Isso quer dizer que as políticas ou ações afirmativas referem-se a um conceito guarda-chuva que abriga uma variedade de ações visando desde o acesso de estudantes negros e indígenas à universidade como aos diversos programas de permanência que impulsionam a trajetória acadêmica desses estudantes e a conclusão bem-sucedida de seus cursos de graduação. No Brasil, a modalidade de reserva de vagas, popularmente conhecida como “cotas”, é um dos mecanismos adotados para impulsionar acesso de estudantes negros e indígenas ao ensino superior. Em termos gerais, as ações afirmativas objetivam a retenção de talentos nos bancos universitários, os quais num futuro próximo poderão contribuir para o desenvolvimento social, político e econômico do país. Sem essas políticas, boa parte de estudantes oriundos de segmentos sociorraciais historicamente discriminados e de baixa renda não teriam condições de frequentar um curso superior. Em termos específicos, com a inclusão das políticas afirmativas, estudantes negros e indígenas tendem a refletir no espaço acadêmico a diversidade étnico-cultural da sociedade enquanto exercício efetivo da igualdade de oportunidades e representação simbólica e substantiva.
Fala-se muito de políticas afirmativas no setor educacional, mas essas políticas englobam também o mercado de trabalho. Nessa área da vida econômica, as políticas afirmativas inserem-se nos programas de treinamento de recursos humanos das empresas, públicas ou privadas, e objetivam estabelecer um plano comum de ações que impulsionem a mobilidade ocupacional de empregados tendo por princípio a igualdade de oportunidades. No mercado de trabalho, a ausência da presença negro-indígena no setor financeiro e empresarial é notória.
Temos apenas 8 anos de adoção de políticas afirmativas voltadas para os segmentos negros e indígenas mais empobrecidos da sociedade. Nas universidades, os alunos que entraram sob o regime de reservas de vagas estão indo muito bem, o que prova que bons incentivos financeiros que garantam a permanência de estudantes nas universidades públicas e privadas dão resultado. Todavia, há uma quantidade enorme de estudantes, tanto do ensino público como privado, que por falta de recursos estão abandonando as universidades em números assustadores. Não há recursos suficientes para todos. Para piorar o nosso entendimento sobre essa questão, ainda não temos uma cultura de avaliação de políticas públicas para aferirmos essas grandes ausências nos setores educacionais e mercado de trabalho. Em relação a este último setor, apesar da falta sistemática de dados, o Instituto Ethos vem apontando a falta de mobilidade ocupacional de negros e negras em empresas de médio e grande porte. Para resumir essa análise, podemos dizer com segurança que estamos apenas engatinhando na implementação de políticas afirmativas na promoção de talentos em nossa sociedade. É importante ressaltar que políticas afirmativas vão além de abrir espaços representativos para grupos historicamente discriminados. Essas políticas se relacionam com a vantagem comparativa entre as nações, ou seja, talentos produzem riquezas. Precisamos estar mais atentos quanto a isso.
LB - Como o setor cultural e o financiamento à cultura podem contribuir para diminuir o racismo no Brasil?
VLB - De maneira substantiva, quanto mais incentivos e financiamentos à cultura a sociedade brasileira tiver para educar a população para uma cultura da igualdade a, todos nós nos beneficiaremos. Acredito que a publicação de livros didáticos e paradidáticos que dêem conta de representar com dignidade e igualdade todos os grupos sociais ajudará de maneira exemplar na diminuição do racismo. É preciso conhecer a nossa história para entendermos o presente e desenharmos o futuro.
Nesse sentido, o governo federal, estadual e municipal poderia apoiar financeiramente a publicação de livros sérios a respeito das questões etnorraciais. Além do apoio, a distribuição gratuita dessas obras a estudantes de todos os níveis – bem como a todas as bibliotecas do Brasil – seria mais uma boa iniciativa.
LB - Quais iniciativas culturais você destacaria como exemplos a serem seguidos?
VLB - Olha, acredito na publicação contínua de livros que resgatem a contribuição positiva do negro na nossa sociedade. A Selo Negro tem sido pioneira nesse sentido e tem atuado nessa direção bem antes da lei 10.639/03. Isto é fazer história, é certo que com olho no mercado, mas acima de tudo só o fato de haver esse reconhecimento é um avanço considerável para a diminuição das desigualdades e do papel do racismo em no Brasil. Se tomarmos como exemplo a Coleção Retratos do Brasil Negro, veremos o resgate da vida e da obra de figuras importantíssimas para a afirmação do negro brasileiro. Se pegarmos a Coleção Consciência em Debate, veremos a iniciativa de discutir temas ligados à temática etnorracial por vezes espinhosos que afetam a vida de todos os brasileiros. Além de livros, menciono também a necessidade de chamar a atenção para efervescência teatral que está sendo produzida por dezenas e dezenas de jovens negros e afrodescendentes em todo o Brasil. Estão produzindo textos de muito boa qualidade. Igualmente, contamos com quase uma dúzia de cineastas negros e negras que estão retratando a experiência negra em toda a sua humanidade. Há de se prestar atenção na produção literária de boa qualidade que está sendo produzida nos bairros mais distantes dos centros urbanos de todas as cidades brasileiras. Esse pessoal que está produzindo cultura de baixo para cima, está contribuindo para a emergência de uma nova consciência. Portanto, precisamos multiplicar esses bons exemplos, com mais investimentos públicos. Afinal, um país de quase 200 milhoes de pessoas precisa ser cada vez mais retratado em todas as suas cores, nuanças, talentos e humanidades. Esses produtores culturais compreendem exatamente tudo que eu acabei de dizer, e por isso mesmo não choram as mazelas do passado e do presente, mas utilizam o conhecimento sobre o passado para protagonizar o presente e um novo futuro. E isso é bom.
Resposta de Zé Celso a Caetano
No mesmo dia em que Caetano fazia sua entrevista de capa, muito bela como sempre, no Caderno 2 do Estadão, o Ministro Ecologista Juca Ferreira publicava uma matéria na Folha na seção Debates. Um texto extraordinariamente bem escrito em torno da cultura, como estratégia, iniciada no 1º Governo de Lula ao nomear corajosa e muito sabiamente Gilberto Gil como Ministro da Cultura e hoje consolidada na gestão atual do Ministro Juca.
Por José Celso Martinez Corrêa
Acho, diferentemente de Caetano, que temos em Lula o primeiro presidente antropófago brazyleiro, aliás Lula é nascido em Caetés, nas regiões onde foi devorado por índios analfabetos o Bispo Sardinha que, segundo o poeta maior da Tropicália, Oswald de Andrade, é a gênese da história do Brazil. Não é o quadro de Pedro Américo com a 1ª Missa a imagem fundadora de nossa nação, mas a da devoração que ninguém ainda conseguiu pintar.
Lula faz política culta e com arte. Sabe que a cultura de sobrevivência do povo brasileiro não é super, é infra estrutura. Caetano sabe disso, é uma imensa raiz antenada no rizoma da cultura atual brazyleira renascente de novo, dentro de nós todos mestiços brazyleiros. Fico grato a Caetano ter me proporcionado expor assim tudo que eu sinto do que estamos vivendo aqui agora no Brasil, que hoje é um país de poesia de exportação como sonhava Oswald de Andrade, que no Pau Brasil, o livro mais sofisticado, sem igual brazyleiro canta:
terça-feira, 17 de novembro de 2009
CEAO PARTICIPA DA SEMANA DE CULTURA DO BENIN
| CEAO PARTICIPA DA SEMANA DE CULTURA DO BENIN
Publicada em 17-11-2009
Data: 19/11/2009 – (quinta-feira) Manhã: 9h às 12h – Mostra de Cinema do Benin – Auditório Milton Santos, Centro de Estudos Afro-Orientais (Lgo. Dois de Julho). Tarde: 14h às 18h - Seminário “Identificando o Benin na Bahia” - Conferencistas: Professora Mônica Lima - UFRJ Professor Luis Nicolau - UFBA Sec. da Divisão da América Meridional III -MRE /DF Sr. Carlos Fonseca Fotógrafo Márcio Vasconcelos - São Luiz do Maranhão Auditório Milton Santos, Centro de Estudos Afro-Orientais (Lgo. Dois de Julho). Noite: 19h – Abertura da Exposição: “O Benin está vivo ainda lá” – (MUNCAB – Rua da Ajuda) Apresentação das Guèlèdès - Ritual de entrega da Máscara ao Ministro da Cultura do Brasil. Performance musical Bourian (Benin) e do Grupo PIM (Bahia). Data: 20/11/2009 (sexta-feira) Manhã: 11h – Missa Especial – Homenagem ao Benin (Igreja do Bomfim). Participação Coro do TCA. (regência: Maestro Ângelo Rafael Fonseca). 9h ás 12h - Início da Oficina de Culinária - Prato 1 (Casa do Benin). Tarde: 14h ás 18h - Continuação da Oficina de Culinária - Prato 2. 14h ás 17h - Oficina de Dança das Guèlèdès (Espaço Cultural da Barroquinha). 15h às 16h – Espetáculo para Escolas com o Balé Nacional do Benin (Teatro Miguel Santana). 16h ás 17h - Bate papo com os alunos e professores sobre o espetáculo. Noite: 18h30 - Mostra de Cinema – (Praça Tomé de Souza) Circuito Benin na Bahia – (Largo do Pelourinho) 18h às 18h30 - Apresentação do Balé Nacional do Benin 18h40 às 19h30 - Grupo Gêge Nagô 20h às 21h30 - Show Afrobatá 22h às 00h - Show Jau (Afrodisíaco) Participação de Margareth Menezes (Homenagem a Neguinho do Samba) 21h30 - Rave Benin – Rádio África e DJ Sankofa - Pista de dança na praça / Encontro de DJ´s(Praça Formigão – Teatro Miguel Santana) 21h - Jantar Beninense: Prato 1 e 2 (Casa do Benin) – para convidados Data: 21/11/2009 (sábado) Manhã: 9h ás 12h - Início da Oficina de Culinária - Prato 3 (Casa do Benin) 9h às 12h – Workshop de Dança com o Balé Nacional do Benin para Companhias de Dança Afro-brasileiras – Turma 1 (Teatro Miguel Santana) Tarde: 14h ás 18h - Continuação da Oficina de Culinária - Prato 4. 14h às 18h – Workshop de Dança com o Balé Nacional do Benin para Companhias de Dança Afro-brasileiras – Turma 2 (Teatro Miguel Santana) 18h - Desfile de Moda Benin – Bahia (Praça Tomé de Souza) 18h30 - Mostra de Cinema (Praça Tomé de Souza) Noite: Circuito Benin na Bahia – (Largo do Pelourinho) 18h30 às 19h - Apresentação dos Bourian 19h às 20h30 - Show Barlavento 20h40 às 22h10 – Show Juliana Ribeiro 22h30 às 24h – Cortejo Afro. Participação Especial: Sandra de Sá 20h30 - Rave Benin – Eletrocooperativa - Pista de dança na praça / Encontro de DJ´s -(Praça Formigão – Teatro Miguel Santana) Data: 22/11/2009 (domingo) Manhã: 9h às 12h - Conferência no Bogum, somente para Iniciados. Visita ao Ilê Axé Ôpô Afonjá Tarde: 13h – Degustação Afro-brasileira e Beninense: Caruru e Pratos 3 e 4 (Casa do Benin) 16h - Balé Folclórico da Bahia se apresenta para o Balé Nacional do Benin e convidados (Teatro Miguel Santana) Noite: Circuito Benin na Bahia – (Largo do Pelourinho) 18h - Show Especial - Olodum recebe o Benin no pôr do sol – congraçamento de todos os artistas da Bahia e do Benin. |
All Star de borracha
ROSÁRIO - Estréia dia 20 de Novembro
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Instituto Maria Preta
Racismo, Aqui Não!
domingo, 15 de novembro de 2009
Escola Olodum oferece curso de música on line
SEMANA CULTURAL DO BENIN EM SALVADOR
Por Carina Teixeira
Até o dia 30 de dezembro, a TAM receberá projetos esportivos e culturais que tenham como data de realização o primeiro semestre de 2010. Na edição deste ano, a empresa investirá em projetos na área cultural, cujos recursos serão destinados a casas de show, peças teatrais, cinemas, espetáculos e musicais, moda e museus. O patrocínio será realizado de forma direta, uma vez que a empresa não realiza patrocínios externos por meio de incentivos fiscais estaduais ou federais.
Os interessados em solicitar patrocínio à empresa deverão enviar as propostas por meio do preenchimento do formulário padrão, disponível no site da TAM. Para que as propostas sejam analisadas, o formulário deverá ter todos os campos obrigatórios preenchidos. As propostas deverão ser encaminhadas para o endereço comunicacao.mkt@tam.com.br e os projetos de caráter social e/ou assistencial para responsabilidade.social@tam.com.br.
Todo projeto de patrocínio enviado dentro das especificações e categorias especificadas acima será analisado e respondido ao solicitante dentro do prazo de 15 dias úteis a contar da data de envio de todas as informações necessárias, considerando-se eventuais alterações de prazo em função de determinações estratégicas e/ou administrativas da TAM.
sábado, 14 de novembro de 2009
Dão e a Caravanablack, na praça Pedro Arcanjo, terça-feira, dia 17/11 às 21 horas
Dão e a Caravanablack, na praça Pedro Arcanjo. Esse show, faz parte das comemorações do mês da consciência negra.
Poucos lugares em nosso país são tão representativos para celebrar o dia da Consciência Negra (20 de novembro - dia da morte de Zumbi dos Palmares) como o Pelourinho. A data é dedicada à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira e a lembrar a resistência do negro à escravidão.
Entre os dias 17 e 22 de novembro, o Pelourinho oferece uma programação especial para celebrar a Semana da Consciência Negra. Nesses dias, o Centro Histórico de Salvador receberá apresentações musicais, com destaque para a black music e a música africana, exposição sobre Luanda, capital de Angola, e um debate sobre a arte e a cultura negra.
Dão abre a programação musical, na terça-feira, dia 17/11/09, às 21h., e “O público vai poder conferir um repertório dançante, voltado para a black music, com a batida do afrobeat”, revela.
E mais:
“Para comemorar o Dia da Consciência Negra, vamos preparar uma homenagem ao Ilê Aiyê”, confidenciou o cantor.
Após a apresentação de Dão, quem subirá ao palco será o DJ ganês Sankofa que apresentará ao público baiano a música africana que vem fazendo sucesso em todo o mundo, como o zouk, kizomba e semba.
Show com Dão e a Caravanablack
Terça-Feira - 17.11.2009 - 21 horas
Praça Pedro Archanjo - Pelourinho
Entrada Franca
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
ZULU ARAÚJO NO RODA VIVA SEGUNDA-FEIRA, DIA 16/11
Falta de espaço? Organizando a casa!
Fonte animal
CONVITE:
IV CIRCUITO NACIONAL DE ASTROLOGIA
É com satisfação que a CNA- Central Nacional de Astrologia, Regional Bahia, convida todas e todos para o seu IV Circuito Nacional, no próximo sábado, dia 14/11/2009, com o tema: Articulações Astrológicas frente aos desafios de novos tempos.
Leiam com carinho a nossa programação e participem. Como sempre, o evento é gratuito e aberto ao público interessado. Desta vez, temos novidades com relação à participação: são 150 lugares que serão preenchidos por ordem de chegada, a partir das 9h30min, no auditório da Biblioteca Pública dos Barris.
Contamos com a presença de vocês e agradecemos sua colaboração divulgando o evento.
Gicele Alakija e Viviane de Santana
Coordenação da Central Nacional de Astrologia Regional Bahia
10h00 - ABERTURA - APRESENTAÇÃO DA CNA - CENTRAL NACIONAL DE ASTROLOGIA
10h30- A GERAÇÃO DOS MESTRES DE LUZ: A RECEPÇÃO MÚTUA AQUÁRIO-PEIXES
Palestrante:
11h00 - COSMOVISÃO ASTROLÓGICA.
O homem é o universo em miniatura. A astrologia revela a correspondência entre o macro e o micro, oferecendo a possibilidade de autoconhecimento, tomando por base o ser humano integrado ao cosmos e aos ciclos em constante mutação.
Focalizadora:
11h30 – CONTRIBUIÇÃO DA ASTROLOGIA PARA A CULTURA DA PAZ.
Reflexões sobre práticas conscientes e abrangência na atuação astrológica. Novos mercados, articulações e fundamentos transdisciplinares. Caminhos para a Construção da Cultura de Paz.
Palestrante:
12h00 - Respostas às questões do público e sorteio de brindes
12h30- Almoço
13h30- HOMENAGEM PÓSTUMA A
14h00- CASAS I E VII E O PRINCÍPIO DO DAR E RECEBER.
Palestrantes: Indira de Medeiros e Viviane de Santana
14h45-. ASTROLOGIA VOCACIONAL:
Palestrante: Maria Izabel Madureira
15h15-Intervalo, sorteio de brindes.
MENSAGEM ASTROLÓGICA PARA 2010: VÊNUS, O PLANETA DA PAZ. Focalizadora:
16h00 – PRÁTICAS RÁPIDAS DE COMO ENCONTRAR A PAZ ATRAVÉS DA RESPIRAÇÃO E DO OLHAR; MEDITAÇÃO CRIATIVA QUE LEVA À AMOROSIDADE.
Focalizadora:
16h30 – Respostas às questões do público e encerramento
Local: Biblioteca Pública do Estado da Bahia : Rua General Labatut, 27, Barris.
Evento gratuito e aberto ao público. Oferecemos 150 vagas, que serão preenchidas no dia, por ordem de chegada.
Mais informações através do e-mail: cna.eventos@gmail.com e telefones: 71- 99536858 e 88714364
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Arte superando barreiras
De 13 a 19 de novembro, o Instituto Pensarte recebe a Exposição Itinerante de Kátia Santana, artista plástica que, apesar de ser portadora de paralisia cerebral, desenvolve um expressivo trabalho na área das artes plásticas e está escrevendo um livro sobre suas experiências e reflexões. A mostra faz parte do projeto “Arte superando barreiras”
Com uma pintura que segue sua intuição, Kátia mergulha o pincel nas cores e utiliza o branco como contraste e matéria, conseguindo resultados surpreendentes, sem lançar mão de fundos ou técnicas requintadas.
Se dedicando à pintura de quadros cada vez maiores, a artista executa seu trabalho com pinceladas expressivas e em pouco tempo. Para Ivana Andrés, que é curadora da exposição, “é instrutivo e sugestivo assistir à sua atuação e ver a criatividade fluir espontaneamente de suas mãos que, mesmo deformadas, obedecem aos olhos sensíveis e à inteligência aguçada de artista”.
O projeto “Arte superando barreiras”, aprovado pela Lei Federal de Incentivo à Cultura (Rouanet), contempla não somente a artista plástica Kátia Santana, mas também o músico Evaldo Leoni, portador de deficiência visual. Evaldo Leoni é compositor, arranjador, intérprete e possui uma trajetória de mais de 20 anos, tendo participado de vários festivais. Também integra o grupo Voz e Poesia, junto à cantora Ivana Andrés e ao ator Luciano Luppi. O grupo Voz e Poesia tem se apresentado desde 1996 em teatros e empresas em diversas cidades do Brasil, além de outros países como Chile, Cuba, Espanha e Portugal.
A iniciativa conta com o patrocínio da Gasmig, do Governo Federal e do Ministério da Cultura, e apoio do Impacto Multimídia, Instituto Pensarte, Instituto Artecidadania, Rede Três (Educação e Consultoria para a Sustentabilidade) e CAADE (Coordenadoria Especial de Apoio e Assistência à Pessoa com Deficiência).
A exposição “Arte superando barreiras” pode ser vista na sede do Instituto Pensarte, de segunda a sexta, das 10h às 18h, na Alameda Nothmann, 1029 - Campos Elíseos, em São Paulo. Mais informações pelo telefone (11) 3828-2550. A entrada é gratuita.
Arte/edução como mediação cultural e social
Fruto do Seminário Internacional sobre Mediação Cultural e Social, realizado no Centro Cultural Banco do Brasil (SP), o livro organizado por Ana Mae Barbosa e Rejane Coutinho consolida uma longa pesquisa das autoras, referência quando o assunto é arte no ambiente de ensino.
As organizadoras recolheram os trabalhos apresentados em outubro de 2004, e agora apresentam ao público as diferentes perspectivas apontadas naquela ocasião tendo como parâmetro os trânsitos entre o geral e o particular, as representações institucionais — museus, centros culturais, escolas e organizações sociais — e as que os representam, procurando dar relevo e voz aos interatores, propositores de diversificadas experiências e pesquisas no campo da mediação cultural e social no país.
Ana Mae Barbosa é graduada em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco, mestre em Art Education pelo Southern Connecticut State College e doutora em Humanistic Education pela Boston University. Professora titular aposentada da Universidade de São Paulo, atualmente é docente da Universidade Anhembi Morumbi.
Rejane Galvão Coutinho é graduada em Educação Artística pela Universidade Federal de Pernambuco, mestre e doutora em Artes pela Universidade de São Paulo. Atualmente é professora assistente do Instituto de Artes da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho.
Sobre "Leonardo Brant " http://www.brant.com.br
E agora, José?
Numa turnê digna do Cirque du Soleil, rica e cheia de cenários, piruetas, plumas e paetês, o MinC gastou os tubos com marketing, eventos, publicidade, diárias, hotéis e jantares. Tudo isso para divulgar um projeto que não existia, não existe e jamais existirá. O Profic é um engodo, algo feito para desviar a atenção daqueles que batalham pela sobrevivência artística e já não conseguem mais fazer as suas próprias turnês.
E agora, você ? Você que é sem nome, que zomba dos outros, você que faz versos, que ama protesta, e agora, José?
A matéria de Ana Paula Sousa na Folha de S.Paulo de hoje expõe aquilo que já sabíamos e há muito alertamos os leitores de Cultura e Mercado. Simplesmente o Profic não tem qualquer lastro jurídico, político, técnico. Está parado há 3 meses na Casa Civil. Assim como todos nós, a equipe técnica tem dificuldade de entender a que veio o Profic, além das surpresas que o MinC deixou para a última hora.
Por baixo do tapete do Planalto esconde-se o maior caso de inadimplência institucional que já tivemos notícia em toda a recente história do MinC. Projetos parados, sem avaliação, descuidados, extraviados, sujeitos a diligências surreais. Cada projeto leva de 6 meses a um ano para ser aprovado. O caos instaurado fará com que a captação em 2009 caia a níveis desesperadores. Estima-se que algo em torno de 50% a 60% do que foi o ano passado, já em queda.
Basta circular pelo mercado para saber que o álibi da crise econômica não cola. Já existe um mercado paralelo de aprovação de projetos genéricos, de troca de proponentes, de alteração de rumos de patrocínio, entre outras nobres práticas. Tudo isso para compensar a burrocracia insana do MinC, que resolveu fazer “justiça com as próprias mãos”. Há proponentes vetados, outros que levam canseira, outros sujeitos à legislação em vigor e há também os amigos do rei.
E agora, José ? Sua doce palavra, seu instante de febre, sua gula e jejum, sua biblioteca, sua lavra de ouro, seu terno de vidro, sua incoerência, seu ódio - e agora ?
Por isso a Lei Rouanet anda malfalada nos corredores da Esplanada. Ela virou uma espécie de ex-namorada do governo, alguém que traiu expectativas, frustrou o sonho de artista. Aqueles que a utilizavam deixaram de ser vilões. São vítimas da impiedosa.
Parece mesmo haver uma conspiração para criminalizar aquela se dizia casta e donzela, mas estou certo que não há nenhuma tramóia por trás disso tudo. É incompetência mesmo, falta de compreensão daquilo que representa, na vida de quem faz arte e cultura, a única - prostituta, portanto, pois tem de servir a todos - política de financiamento à cultura do Brasil.
E pelo que tudo indica, assim será até o próximo mandato.
Minas não há mais. José, e agora?
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quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Projeto que criminaliza a homofobia é aprovado na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado
O Senado Federal deu o primeiro passo para tornar crime a discriminação contra idosos, deficientes e homossexuais. A criminalização da homofobia, que consta do substitutivo da senadora Fátima Cleide (PT-RO) ao Projeto de Lei Complementar nº 122/06 da Câmara Federal, foi aprovada na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado.
O substitutivo foi feito à proposta original de autoria da ex-deputada Iara Bernardi, incluindo na lei já existente que considera como crime a discriminação por racismo, religião ou origem, a punição de atos discriminatórios por sexo, gênero ou orientação sexual.
A proposta voltará agora às comissões de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) e Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e segue depois para o Plenário do Senado. Se for aprovado pelos senadores, o projeto terá que retornar à Câmara dos Deputados para nova apreciação uma vez que foi modificado pelo Senado Federal.
O secretário de Identidade e da Diversidade Cultural do Minc, Américo Córdula, parabenizou a senadora Fátima Cleide pelo substitutivo ao projeto original incluindo, como crime, a discriminação contra idosos, deficientes e homossexuais. “Esperamos, agora, que o Senado Federal possa acatar e promulgar esse Projeto de Lei o mais rápido possível. Não só porque devemos levar em conta que essa população, há muitos anos, reivindica uma proteção contra a discriminação mas, principalmente, porque devemos, todos - sociedade civil e Estado -, trabalhar pelo direito à dignidade, pela promoção do respeito à diferença e à diversidade sexual no país”, declarou o secretário.
Ações do MINC contra a discriminação
A Secretaria de Identidade e Diversidade Cultural do Ministério da Cultura desenvolve, desde 2004, ações que estão inseridas no Programa Brasil sem Homofobia da Presidência da República. Tais ações têm foco no segmento LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transsexuais e Transgêneros). Até agora, seis editais foram lançados pela SID, para realização de concursos e prêmios culturais dentro do Programa de Fomento e Apoio a Projetos Culturais de Combate à Homofobia. O último edital, do Prêmio Cultural LGBT 2009 contemplou 54 iniciativas, de vários estados e municípios, voltadas para o combate da homofobia em todo o Brasil.
Os idosos também têm recebido atenção especial da Secretaria de Identidade e Diversidade Cultural. Em parceria com o Conselho Nacional dos Direitos do Idoso (CNDI) a SID/Minc criou, em 2007, o Prêmio Inclusão Cultural da Pessoa Idosa com o objetivo de valorizar o conhecimento e a experiência dos idosos e ajudá-los a transmitir tais vivências por meio de manifestações culturais. Este Edital, realizado em 2007, contou com a participação de 265 inscritos, sendo que 20 deles foram premiados. Está previsto para 2010 a realização da segunda edição do concurso.
No combate ao preconceito que ainda afeta os deficientes no país, a SID desenvolve ações para incentivar as expressões culturais desse segmento. Uma dessas ações foi a realização da Oficina Nacional para Indicação de Políticas Públicas Culturais para a Inclusão de Pessoas com Deficiência realizada, no Rio de Janeiro, em outubro de 2008. A oficina, com metodologia participativa, envolveu gestores públicos, pesquisadores e pessoas com deficiência e o seu conteúdo resultará na publicação intitulada Nada sobre nós sem nós. A SID quer fazer do documento um instrumento de referência para a elaboração de políticas públicas culturais que beneficie este segmento.
Heli Espíndola - Comunicação/SID
Comunicação SID/MinC
Telefone: (61) 2024-2379
E-mail: identidadecultural@cultura.gov.br
Site: http://www.cultura.gov.br/sid
Blog: http://blogs.cultura.gov.br/diversidade_cultural/
Twitter: http://twitter.com/diversidademinc
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Campanha da ONU premia 4 fotos do Brasil
Quatro fotos tiradas no Brasil estão entre as 50 imagens vencedoras da campanha Humanizando o Desenvolvimento. O concurso recebeu mais de 2 mil fotos e escolheu as que melhor mostraram exemplos de superação de dificuldades sociais. A iniciativa é promovida pelo IPC-IG (Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo), órgão do PNUD em parceria com o governo brasileiro.
Todas as 50 selecionadas estão em uma exposição inaugurada em 4 de novembro, na sede do IPC-IG em Brasília. Outras exibições vão ser feitas na África do Sul, Estados Unidos, Alemanha e Tailândia a partir de fevereiro de 2010. A organização da campanha ainda negocia a presença das fotos em mostras em Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo. Em seguida, passarão por diferentes museus brasileiros e de outros países. Há planos de que a exposição visite a África do Sul, a Alemanha, a Tailândia, a Inglaterra e os Estados Unidos.
Uma das imagens brasileiras (a que está no topo deste texto), feita pelo fotógrafo Reyner Araújo, mostra crianças brincando livremente numa creche, usando pedaços de madeira e latas vazias.
Outra, de Arthurs Calasans, destaca uma menina em cadeira de rodas numa escola. A surpresa é que a aula é de balé. A garota veste o collant cor de rosa de bailarina e ergue os braços na coreografia, junto com as outras crianças.
A seleção das fotos considerou a qualidade da imagem e a forma como elas representavam os temas propostos. Foram três eixos temáticos: crescimento inclusivo, igualdade de gênero e agenda democrática.
Mais de 1,5 mil imagens que a campanha considerou pertinentes aos temas, incluindo as vencedoras, vão integrar um banco de dados das Nações Unidas e poderão ser usadas em diversas publicações.
Fonte: PNUD
Vinte anos da queda do muro de Berlim: 9/11/2009
No entanto, este dia poderia nunca ter acontecido. Ou ter acontecido de forma completamente diferente. Ao longo de todo o ano de 1989 houve uma fuga em massa para a Europa Ocidental de alemães de Leste, através da Hungria, já que este país tinha eliminado as fronteiras físicas com a Áustria. Em Setembro gritava-se nas ruas de Berlim Oriental “Wir wollen raus”, como quem diz “queremos sair” e no início de Novembro os protestos em Berlim leste já contavam com um milhão de pessoas.
Numa tentativa de aligeirar tensões, o governo da República Democrática Alemã decidiu, a 9 de Novembro, permitir a saída dos refugiados para a parte ocidental do país, incluindo Berlim. A medida deveria tomar efeito a 17 do mesmo mês. Contudo, o porta-voz que anunciou a nova medida não sabia de todos os fatos: quando lhe perguntaram no final da conferência quando é que a nova regulação seria posta em prática, ele respondeu “imediatamente”.
Depois disto, o tumulto. A declaração foi também noticiada do outro lado do mundo e centenas de alemães – de um lado e de outro – reuniram-se junto ao muro, exigindo a abertura das portas. Os guardas, que não tinham sido notificados, foram obrigados a deixá-los passar, não recorrendo à violência. O muro não caiu literalmente nesse dia, mas nos dias que se seguiram cidadãos de ambos os lados ajudaram à destruição das fronteiras que durante tantos anos os tinham apartado.
A cidade de Berlim celebra o 20º aniversário da queda do muro com o “Festival of Freedom”, no qual se vai derrubar um muro de dominós, colocado ao longo da cidade, onde 20 anos antes se encontrava o original. Existe ainda um projeto internacional comemorativo, que consiste em enviar 20 tijolos de Berlim para diversos pontos no mundo onde ainda subsistem problemas de fronteiras para que os artistas locais se expressem neles.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009

domingo, 8 de novembro de 2009
Publicado originalmente no Setaro's Blog
sábado, 7 de novembro de 2009
Concurso público da Embasa oferece 2.270 novas vagas
A Embasa publica nesta sexta, no Diário Oficial do Estado, o edital para provimento de 2.270 vagas por meio de concurso público. São 367 vagas para nível superior, 283 para nível técnico e 1.620 vagas para nível médio, distribuídas nas unidades da empresa da capital, Região Metropolitana de Salvador (RMS) e interior. Os salários variam entre R$ 883,10 e R$ 4.091,60. As inscrições poderão ser feitas de 13 de novembro a 8 de dezembro deste ano, por meio do site da Cespe/UnB.
As provas objetivas, de caráter eliminatório e classificatório, serão realizadas em 24 de janeiro de 2010 para todos os candidatos às vagas descritas no edital. A avaliação de títulos contará como pontos na classificação dos candidatos de nível superior. Provas prática e de esforço físico terão caráter eliminatório para algumas funções de ensino médio.
Os candidatos às vagas de nível superior devem ter formação em direito, administração de empresas, várias áreas da engenharia, economia, contabilidade, comunicação social (relações públicas e jornalismo), design gráfico, biologia, química, análise de sistemas, arquitetura, serviço social, enfermagem do trabalho, medicina do trabalho, arqueologia e ciências sociais.
Para os cargos de nível técnico, exige-se formação nas áreas de contabilidade, automação e controle industrial, edificações, eletromecânica, eletrotécnica, eletrônica, enfermagem do trabalho, segurança do trabalho, manutenção veicular, meio ambiente, programação e suporte de TI, química e saneamento.
Ensino médio - Os candidatos que concluíram o ensino médio podem concorrer a vagas para as funções de agente de manutenção, agente de medição, assistente de informática, assistente de laboratório, assistente de serviço administrativo, desenhista, eletricista, mecânico, monitor de obras e serviços, operador de processo de água e esgoto e operador de equipamentos pesados.
O valor da inscrição é de R$ 40, para os cargos de nível médio, R$ 60, para os de nível técnico, e R$ 90, para as funções de nível superior. O pagamento deve ser feito até 10 de dezembro.
Fonte: Jornal A TARDE ONLINE
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
NOITE DA BLACK MUSIC
Local: Praça Pedro Arcanjo - Pelourinho
Os ingressos serão vendidos no próprio local, a partir das 16h a preços populares: R$ 10 e R$ 5
Este é o “bordão” que ouço todos os dias na rádio CBN (sou muito mais do rádio do que da televisão) quando relatam situações em que se deve agir com ética.
Apoiada neste bordão pergunto: Como ensinamos ética para nossos filhos?
No meu modo de perceber devemos ensinar ética com exemplos. De nada adianta dar conselhos e orientações e no momento do “agir” o comportamento é totalmente diferente.
Nossos filhos são nossos espelhos. Tudo o que fazemos é imitado por eles.
As crianças estão em processo contínuo de formação e se falamos de forma agressiva com ela, ou com o outro ao nosso redor, estamos ensinando que a maneira correta de falar com os outros é de forma agressiva. Quando a criança se dirige a nós de forma agressiva, reagimos com mais agressividade ainda, pois ficamos indignadas com este comportamento. Na verdade, não nos damos conta de que ela está seguindo o nosso exemplo.
Por esta razão temos que estar sempre atentos/as às nossas condutas.
Devemos ter a Ética sempre muito presente.
Um dos bons caminhos para agirmos com Ética é sempre nos colocarmos no lugar do outro: “Será que eu gostaria que isso acontecesse comigo?”
“O que não gostamos para nós não fazemos para o outro.”
Ao refletirmos sobre estas frases nos deparamos com o “respeito”. O Respeito é a base da Ética.
Se tivermos o “respeito” sempre,
Que tal duas plantas que dão pouco trabalho na hora de cuidar e ainda por cima espantam olho gordo e inveja? Segundo a crença nas favelas do Rio combine em um vaso essas duas: "Espada de São Jorge" e "Comigo Ninguém Pode". Além de enfeitar o ambiente, elas têm o poder de proporcionar proteção, segundo os mais velhos, e pessoas ligadas às crenças afro-brasileiras.
A Sansevieria trifasciata ou "Espada de São Jorge" é uma planta de origem africana e já foi odiada pelos escravos na época do Brasil colonial, porque ela servia como chicote para os castigos corporais. As suas principais características são: a resistência ao frio e calor e dispensa o uso de produtos de fertilização.
Já a Dieffenbachia picta Schott ou "Comigo ninguém pode" tem o poder de quebrar energias negativas e traz prosperidade para o ambiente, segundo a crença popular. Alguns dizem que ela espanta maus espíritos e que seu uso, em conjunto com a "Espada de São Jorge", também quebra feitiços com suas folhas vistosas e pigmentadas. Mas é bom ter cuidado ao manuseá-la, principalmente em casas onde tenham crianças, pois segundo alerta da Sociedade Brasileira de Dermatologia, o Oxalato de Cálcio substância branca e viscosa (látex) encontrada na planta pode causar, se ingerido, edema na garganta levando a asfixia e em alguns casos até a morte.
Nas favelas do Rio, como na Cidade de Deus, essas plantas são muito populares. Alguns moradores cultivam nas portas de suas casas em vasos de plásticos, latas de ferro ou até mesmo em canteiros especialmente criados para elas, já que o mais importante é colocá-las na frente de casa.
Neto de Dona Geraldina, que era rezadeira e parteira, Cenilton lembra do tempo que a avó cultivava as plantas em seu quintal. "Foi aí que tive o primeiro contato com essas espécies, porque minha avó rezava crianças e adultos".
O vaso improvisado de lata à direita da entrada do seu comércio não chama muito atenção, mas quem conhece o papel delas entende muito bem o que Cenilton quer. "Trabalhar na favela não é fácil e ter comércio é mais difícil ainda", afirma o comerciante.
Cenilton vê nas plantas a saída quando uma situação está complicada, por isso cuida muito bem da "Espada de São Jorge" e da "Comigo ninguém pode". Semanalmente rega as plantas, poda as folhas velhas e amareladas e observa se a lata suporta a raiz.
Cenilton não esconde a sua paixão pelas plantas supersticiosas, mas confessa que em casa não pode cultivá-las porque a esposa, Amália, e a filha, Elaine, são evangélicas e não encaram com bons olhos as famosas plantas.
Já Delmir Costa de Souza, 33 anos, ganhou de uma vizinha a "Comigo ninguém pode" e acredita que a planta absorve toda as energias negativas ao redor da casa: "Essa vizinha disse que todo o mal é absorvido e acaba se refletindo nas folhas que ficam danificadas chegando até a rasgar", afirma Delmir.
A Mãe de Santo Elizabeth Marinho dos Santos, 40 anos, ou mãe Beth como é conhecida na comunidade, é praticante do Candomblé há 27 anos e aos nove aprendeu com sua mãe sobre a cultura de plantas medicinais.
O comerciante de produtos religiosos Jamil Barbosa Filho, 25 anos, atua na beira da Avenida Edgard Werneck há três anos, mas desde abril montou uma banca com caixotes de feira livre para comercializar todo tipo de planta medicinal: cana do brejo (indicada para doenças dos rins e diabetes) e cavalinha (indicada para quem quer emagrecer).
Seus principais fornecedores, chamados “erveiros”, abastecem seu estoque toda semana. Segundo ele, as mais procuradas são: "Abre Caminho", "Alevante", "Espada de São Jorge" e "Comigo ninguém pode". Seus principais clientes são pessoas ligadas às religiões africanas que compram para fins religiosos.
"Muitas pessoas discriminam a forma de cultivar essas plantas, pois têm preconceito e acham que elas são usadas exclusivamente pelas religiões africanas. Muitas pessoas desconhecem que há muitos estudos mostrando o uso medicinal de algumas plantas", argumenta.
* Michel Fernandes é aluno da Oficina Multimídia oferecida pelo Viva Favela e correspondente da Cidade de Deus.
Fonte: Viva Favela
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Salvador sedia o 1º Encontro Internacional da Diversidade Cultural de 5 a 8 de novembro. O evento, que acontece pela primeira vez no Hemisfério Sul, será palco também do II Congresso da Federação Internacional das Coalizões pela Diversidade Cultural que reunirá representantes de 45 países de vários continentes, entre cineastas, escritores, músicos e artistas em geral.
O ministro da Cultura, Juca Ferreira, que participa do encontro, fará palestra na sexta-feira, dia 6, com o tema A Convenção da Unesco para a Proteção e a Promoção da Diversidade de Expressões Culturais: progressos realizados e futuros desafios. O papel da sociedade civil.
Acompanham o ministro, o secretário executivo, Alfredo Manevy, e o secretário da Identidade e da Diversidade Cultural do MinC, Américo Córdula; além do secretário de Cultura da Bahia, Márcio Meirelles, do presidente da Federação Internacional das Coalizões pela Diversidade Cultural, Rasmana Quedraogo, e do presidente da Coalizão Brasileira, Geraldo Moraes.
Realizados com recursos do Fundo Nacional de Cultura do Ministério da Cultura e com o apoio da Secretaria de Cultura da Bahia, o II Congresso e o Encontro discutirão a implantação da Convenção da Unesco sobre a Proteção e Promoção da Diversidade das Expressões Culturais nos 103 países que a integram. A Convenção foi aprovada em 2005 pela Assembléia Geral da Unesco. No Brasil, o instrumento internacional foi ratificado em agosto de 2007.
Convenção da Unesco
A Convenção tem como principais objetivos a valorização e o fortalecimento de culturas regionalistas e populares num contexto de mundo globalizado. Os dois encontros discutirão as políticas públicas praticadas hoje em todo o mundo e as ações desenvolvidas pela sociedade civil dentro do processo para a promoção da diversidade das expressões culturais.
No encerramento do I Encontro, haverá apresentação, por parte dos participantes, de ações para a concretização da Convenção da Unesco sobre a Proteção e Promoção da Diversidade das Expressões Culturais.
A Federação Internacional das Coalizões pela Diversidade Cultural (FICDC) é uma das entidades civis integrantes da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e Cultura (Unesco), e tem representantes em vários países. Participarão do Congresso integrantes das coalizões da Venezuela ( Rafael Fariñas), do Paraguai (Alejandra Diaz), da Suíça (Beat Santschi), e da França (Claude Michel), além do presidente da FICDC, Rasmana Quedraogo, que é do país africano de Burkina Faso. A primeira Coalizão pela Diversidade Cultural foi criada na cidade de Sevilha, na Espanha, em 2007.
O evento, cuja participação é aberta ao público, terá ainda como destaques o cineasta coreano Yang Gi-Hwan, o secretário-geral da Federação Internacional dos Músicos, Benoit Machuel, e o representante do Congresso Brasileiro de Cinema, Rosemberg Cariri.
O evento acontece no Hotel Sol Vitória e os interessados podem se inscrever e acompanhar a programação pelo site www.eidc.com.br ou pelo telefone (71) 3117-1442.
Heli Espíndola, Comunicação SID/MinC
Palmares celebra o Dia Nacional da Cultura com exibição especial do filme Besouro
Curso de Língua Yorubá
Atrações como Tiê (SP), Macaco Bong (MT), Mariana Aydar (SP), Maria Gadú (RJ), Orquestra Brasileira de Música Jamaicana (SP) e Instituto (SP) dividirão os palcos com nomes promissores da música do Estado como Dão, Márcia Castro, Retrofoguetes, Manuela Rodrigues e Orkestra Rumpilezz. Um destaque de 2009 é a parceria com o estado de Minas Gerais, através do programa Música Minas, que trará à programação desse ano a cantora Marina Machado.
CONHEÇA A PROGRAMAÇÃO DE SHOWS
Assim como na edição anterior, cada dia de show acompanha uma temática, buscando diversificar a programação e trazer grupos e artistas em destaque no cenário nacional pela primeira vez a Salvador.
NOITE DA BLACK MUSIC
Na abertura da programação, Salvador receberá pela primeira vez o show do coletivo Instituto. O show faz parte do aclamado projeto de releitura do CD Racional, de Tim Maia, e conta com participações ilustres como a do BNegão, Carlos Dafé e Kamau. O show de abertura será do cantor Dão, que lançou o disco “Para Embelezar a Noite” em 2009.
NOITE DAS CANTORAS 1
As cantoras Tiê e Marina Machado são as atrações principais do segundo dia programação. Tiê é um dos nomes de destaque da cena paulistana e tem chamado a atenção da mídia brasileira. Marina Machado faz parte da nova geração de músicos de Minas Gerais e este espetáculo integra o programa Musica Minas, parceiro do “Novembro – Musica em todos os ouvidos”. Manuela Rodrigues tem sido elogiada por diversos curadores de festivais e projetos e deve lançar novo disco ainda esse ano, sob produção de Tadeu Mascarenhas.
NOITE INSTRUMENTAL INDIE
A terceira noite apresenta dois shows para quem gosta de guitarras, com Cooperatronix e Macaco Bong, ambos se apresentando pela primeira vez na Bahia. Cooperatronix é um projeto formado pelo “Maquinado”, projeto solo do guitarrista da Nação Zumbi, Lúcio Maia, junto ao trompetista carioca Guizado. Macaco Bong é um trio instrumental do Mato Grosso que tem ganhado enorme notoriedade no cenário nacional e internacional. O grupo é um dos nomes do festival Planeta Terra 2009 e irá tocar no mesmo dia do Sonic Youth e Primal Scream. A banda baiana Retrofoguetes será a anfitriã da festa tocando o repertório do CD “Chachachá”, lançado em 2009.
NOITE DAS CANTORAS 2
Outra revelação no cenário nacional, a carioca Maria Gadú se apresenta na Noite das Cantoras 2, que também conta com Mariana Aydar, que volta a Salvador para lançar seu segundo disco “Peixes, Pássaros, Pessoas”. A anfitriã da noite será Márcia Castro, que chamou a atenção da crítica brasileira em 2008 com seu disco “Pecadinho” e foi uma das vozes indicadas para o prêmio TIM de Música (2008).
NOITE DAS ORQUESTRAS
No dia da Consciência Negra o ska e as células rítmicas afro-baianas serão a tônica da noite. A Orquestra Brasileira de Música Jamaicana tem chamado a atenção do público pelos arranjos de clássicos da música brasileira como Carinhoso (Pixinguinha) e Águas de Marco (Tom Jombim) em ritmo de Ska. Já a Ska Maria Pastora, de Olinda, toca frevos em ritmo de Ska. A Orkestra Rumpilezz inova com composições inspiradas nos ritmos dos toques para os orixás e lançou seu primeiro disco em São Paulo no final de outubro deste ano.
* É imprescindível a apresentação do documento de identificação do estudante no ato da compra.
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Imagem de uma nadadora do Reino Unido, com deficiência, ganha premio fotográfico
Seminários Novas Letras - Primavera da Leitura
terça-feira, 3 de novembro de 2009
2ª Temporada de "Ó Paí, Ó"
Hoje, 03/11, o autor Guel Arraes juntamente com a diretora-geral Monique Gardenberg e a diretora Carolina Jabor estiveram reunidos no Rio de Janeiro para apresentar a segunda temporada da série com estreia prevista para o dia 13 de novembro na Rede Globo.
A série encantou o público pois retrata o dia-a-dia dos moradores de um cortiço localizado no Pelourinho, Centro histórico de Salvador. Os personagens são encenados pelo Bando de Teatro Olodum que abordam temas polêmicos sempre com umas pitadas de humor.
Lázaro Ramos, protagonista da série, adianta que seu personagem sofreu algumas mudanças. A série conta também com Aline Nepomuceno, Luciana Souza, Lyu Arisson, Tânia Toko e Luana Piovani e Luis Miranda convidados especiais desta temporada que terá quatro episódios.
“Ó Paí, Ó’, que vai ao ar às sextas-feiras, a partir de 13 de novembro, logo após o ‘Globo Repórter’, é mais um investimento da Rede Globo em co-produções. A iniciativa nasceu em 2003 para contribuir com a ampliação de seu conteúdo. Desde então, a emissora aposta na aproximação com produtoras independentes do país, a exemplo da Dueto Filmes, e pretende continuar abrindo espaço em sua grade de programação para talentos artísticos do mercado. A série tem a supervisão artística da TV Globo, que co-produz e acompanha todo o desenvolvimento do projeto. ‘Homem Objeto’, ‘Cidade dos Homens’, ‘Cena Aberta’, ‘Carandiru – Outras Histórias’, ‘Central da Periferia’ e ‘Antônia’ são outros exemplos de co-produções da emissora na área de dramaturgia.”
Ensino a distância sofre resistência – Preconceito
Além do Conselho, outros órgãos veem problemas no ensino a distância. É o caso do Conselho Federal de Serviço Social, que não apoia a modalidade. A dificuldade para estágio é, segundo a presidente do conselho, Ivanete Boschetti, culpa da estrutura da educação a distância, que prioriza a “quantidade em vez da qualidade da formação. O mercado não absorve esse número de estagiários.” Em junho de 2008, o Conselho Federal de Biologia publicou resolução proibindo o registro para profissionais com diplomas de ensino a distância. Segundo o secretário de educação a distância do MEC, Carlos Eduardo Bielschowsky, qualquer medida contra o aluno formado por instituições credenciadas pelo governo é ilegal. “Entramos com as medidas legais e eles vão sofrer a penalidade da lei.” Segundo a vice-presidente do conselho, Inga Mendes, o MEC propôs a criação de um grupo para discutir a questão, mas não houve retorno. A resolução ainda vigora.
SÃO PAULO – Neste ano, a ABE-EAD iniciou uma discussão com o Conselho Municipal de Educação que, por meio de deliberações de 2004, vetou a participação de professores formados a distância em concursos públicos. Em junho, foi deferida liminar a favor dos alunos, classificando a posição da prefeitura como discriminatória. No caso de descumprimento, será aplicada multa de R$ 100 mil/dia. A Prefeitura de São Paulo recorreu. Na rede estadual, circular da direção de ensino de Itapetininga repudia a atribuição de aulas a docentes formados a distância. O secretário estadual da Educação, Paulo Renato Souza, afirmou que não tinha conhecimento do caso e que verificará a situação. Foi marcado encontro entre ABE-EAD e governo.
Fonte: O Estado de São Paulo, 03/11/2009 – São Paulo SP
Vai ser enterrado nesta terça-feira (3), no Cemitério Jardim da Saudade, em Salvador, o corpo do mestre de percussão e criador do samba-reggae Neguinho do Samba. Ele morreu no sábado passado, vítima de infarto. O corpo vai sair da sede da banda Didá, no Pelourinho às 10h, e passará em cortejo pelas ruas do Centro Histórico, até chegar à Praça Municipal, de onde será levado, no carro dos bombeiros, até o cemitério.
Fonte: Bahia Notícias
























































