sábado, 21 de novembro de 2009

Arte e Artesanato como inclusão social e/ou ressocialização

O Centenário de Arthur Bispo do Rosário
Entrevista com Sérgio Silveira
Ponto do Bispo: a obra de Arthur Bispo do Rosário nas mãos das bordadeiras
O livro no caminho do leitor

Prorrogadas inscrições para programa Oi Patrocínios Culturais Incentivados 2010

Inscrições e Informações para o artista

O edital para seleção dos projetos estará disponível até 30 de novembro para todo o País

A Oi prorrogou para até o dia 30 de novembro as inscrições dos projetos culturais que concorrem a patrocínios da empresa no próximo ano. O Programa Oi de Patrocínios Culturais Incentivados 2010 destinará recursos para o financiamento, total ou parcial, de projetos em todo o País aprovados em leis de incentivo à cultura. O objetivo da iniciativa é estimular a produção artística no País, valorizando a diversidade como elemento fundamental da identidade nacional. As inscrições para o processo de seleção estarão disponíveis por meio do site www.oifuturo.org.br ou www.oi.com.br. Artistas e produtores culturais podem concorrer com mais de um projeto.

Inscrições: de 15 de outubro até 30 de novembro de 2009

Sobre a criação do Vale Cultura

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou a realização de audiência pública, no próximo dia 24, com o ministro da Cultura, Juca Ferreira, para discutir o projeto de criação do Vale Cultura. O requerimento aprovado é de autoria da senadora Ideli Salvatti (PT-SC). A oposição pressionou a senadora pela realização de audiência pública com o ministro alegando que o Vale Cultura será usado eleitoralmente pelo governo, que pretende aprovar a matéria antes do lançamento do filme "Lula, o Filho do Brasil", cinebiografia sobre o petista, que será lançada em 1º de janeiro de 2010.
Encaminhado ao Congresso pelo Ministério da Cultura, o Vale Cultura é um benefício mensal de R$ 50, semelhante ao Vale Refeição, mas para ser gasto com livros, ingressos de shows, cinema e teatro, por exemplo. Ele será destinado a trabalhadores que ganham até cinco salários mínimos. O projeto foi aprovado em outubro pela Câmara dos Deputados e depende do aval do Senado antes de ser levado à sanção presidencial. Estima-se que a iniciativa vá injetar R$ 7,2 bilhões por ano no mercado cultural do País.
Como o governo quer aprovar o benefício antes do fim do ano, o projeto tramita em caráter de urgência urgentíssima e por isso está sendo analisado simultaneamente pela comissões de Assuntos Econômicos; Assuntos Sociais; Educação, Cultura e Esporte; e Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. "A urgência é porque vai ser lançado o filme do Lula. O governo vai gastar de R$ 2 bilhões a R$ 3 bilhões para o povo assistir ao filme do Lula", criticou o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE).
"Lula, o Filho do Brasil" será lançado em 1º de janeiro de 2010 com uma estratégia de distribuição que tem como objetivo torná-lo um dos maiores lançamentos do cinema nacional desde a retomada da produção cinematográfica do País, em 1995. O longa será exibido ao público hoje, pela primeira vez, na abertura do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, apenas para convidados.
http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL1382211-5601,00-CORRECAO+SENADO+FARA+AUDIENCIA+COM+MINISTRO+DA+CULTURA.html

População foi às ruas comemorar dia da Consciência Negra

Cortejo das baianas faz lavagem da estátua de Zumbi dos Palmares
As comemorações pelo dia da Consciência Negra em Salvador encheram as ruas de gente, a população do Estado onde tem mais negros fora da África, não poderia ficar de fora das homenagens. No Pelourinho, avós, mães, filhos, pessoas de comunidades do interior da Bahia festejaram a data e relembraram o dia da morte de Zumbi dos Palmares.
Turistas e baianos se reuniram no centro da cidade para homenagear Zumbi dos Palmares e os Afro-descendentes
Os irmãos Katerine, de 04 anos, e João, de 06, foram levados pela avô para a comemoração, para desde cedo, já saberem a importância do dia para a sociedade.
Apesar das comemorações, o dia também foi marcado por protestos. Pedro Reis, da associação de bairro de Pirajá, não concorda que o dia seja apenas 'coisas boas'. 'Acho que consciência negra é todos os dias. Trouxe essa faixa para simbolizar os problemas que o negro suburbano sofre na infraestrutura e na saúde.
Fonte: Correio
Fotos: Midiã Santana

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Homenagem da Caixa aos seus 14 mil funcionários afrodescendentes

Origens reveladas

Um filme de 30 segundos desenvolvido a partir de uma obra do poeta e pesquisador Oliveira Silveira (1941-2009) é a homenagem da Caixa aos seus 14 mil funcionários afrodescendentes pelo Dia da Consciência Negra, celebrado neste 20 de novembro. A mensagem foi criada pela agência de publicidade NovaS/B e será veiculada em todo o País, a partir de 19 de novembro.
Na comercial, um narrador declama em “off” o poema Encontrei minhas origens (leia a íntegra no fim deste texto), que conta a história dos negros na nossa nação, bem como sua trajetória rumo ao encontro de uma vida brasileira e de uma identidade nacional. A direção é do cineasta Heitor Dhalia (O cheiro do ralo e À deriva).
O diretor de criação da NovaS/B, Antonio Batista, informa que a idéia do filme foi “mostrar o negro como agente de sua libertação”, e não como beneficiário da Lei Áurea, de 13 de maio de 1888. “A liberdade do negro não foi doada, mas sim conquistada. O filme é afirmativo e mostra o orgulho do negro por suas origens”, enfatiza, em comunicado ao Portal da Propaganda.
Um homem negro de pés descalços, numa praia, olha o mar na primeira cena do filme, quando o locutor dá início à declamação do poema. Nas seqüências seguintes, ao som de tambores e cantos africanos, são mostrados homens negros e símbolos da suas trajetórias no País, como o mar que os trouxe da África, fotos e documentos que remontam suas histórias, os objetos de tortura à qual foram submetidos.
Os cantos se suavizam quando um personagem rompe a corrente que prendia seus punhos e impedia sua liberdade. A idéia de força, tradição e orgulho dos negros “explode” no filme. A narração prossegue, ilustrada, então, por imagens de alegria, dança, capoeira, tambores e belos personagens de pele negra sorrindo e cantando.
O narrador termina o poema, de forma entusiasmada, com a frase “Encontrei; encontrei-as enfim; encontrei-me” e, por último, revela sua identidade: “Sou Délio Martins, um dos 14 mil empregados afrodescendentes da Caixa”.
Segundo o diretor de criação Batista, a homenagem aos funcionários afrodescendentes está alinhada à postura da Caixa de estar sempre atenta à diversidade em todas as suas nuances: religiosa, cultural, étnica e de gênero.
Encontrei minhas origens
Oliveira Silveira (*)
Encontrei minhas origens
Em velhos arquivos
Livros
Encontrei
Em malditos objetos
Troncos e grilhetas
Encontrei minhas origens
No leste
No mar em imundos tumbeiros
Encontrei
Em doces palavras
Cantos
Em furiosos tambores
Ritos
Encontrei minhas origens
Na cor de minha pele
Nos lanhos de minha alma
Em mim
Em minha gente escura
Em meus heróis altivos
Encontrei
Encontrei-as, enfim
Me encontrei.
(*) O professor, poeta e pesquisador gaúcho Oliveira Ferreira da Silveira foi o idealizador do Dia da Consciência Negra.
Informações enviadas por assessoria de imprensa (NovaS/B) e postadas, sob adaptação, por Gisele Centenaro.
Por gentileza, clique AQUI e assista o filme
http://www.portaldapropaganda.com/vitrine/tvportal/2009/11/0020

Lica Moniz de Aragão no MAM/BA

Tempo de Fundo

Artista baiana traz o mar como elemento de comunicação e objeto de expressão artística. A mostra é composta por quatro trabalhos através dos quais a artista representa sua intensa relação com a água. Três são instalações e ficarão em exposição durante o período da mostra, o quarto é uma intervenção que a artista realizará com luzes e o mar, apenas na noite da abertura. Em sua pesquisa, ela resgata o significado das antigas navegações e relaciona à virtualidade contemporânea da navegação na Internet que, assim como a primeira, alcança todo o mundo, comunicando diferentes culturas e realidades

segmento_ objeto, instalação

9 de novembro a 9 de dezembro de 2009

Museu de Arte Moderna da Bahia - Salas da galeria subsolo
Av. Contorno s/nº, Solar do Unhão, Salvador - BA
71-3117-6139 ou salao@mam.ba.gov.br
Terça a domingo, 13-19h; sábado, 13-21h
Agendamento visitas monitoradas pelo telefone: 71-3117-6141

Visita mediada com a artista 24/11, 16h

A capacidade de se reinventar

Não arquive seus sonhos. Invista na sua flexibilidade profissional.

O sonho é um importante ingrediente para fazer as pessoas crescerem. Sem contar que é também o principal combustível das grandes invenções e inovações. Quem sonha mais, realiza mais. Porque acredita nas próprias ideias e se visualiza em ações construtivas. Não se deixa abater pela rotina estressante, pelas notícias da mídia, pelo mau humor do vizinho...

É por isso que é tão essencial reservar um tempo para sonhar. E isso acontece em dois níveis: dormindo e acordado. Durante o sono, é o momento de a mente libertar-se e se renovar com ideias, fantasias e imagens, muitas vezes inspiradoras. Quando é possível, vale anotar essas "viagens", que dão pistas interessantes sobre as nossas escolhas de vida.

E quanto a sonhar acordada? Não estou falando de quem vive no mundo da lua e está sempre "voando", sem foco e desconectada do momento atual. Não é isso. Eu me refiro à capacidade de se visualizar em situações, lugares, tempos e histórias desejados. É o hábito de pensar em coisas positivas para si mesmo e para os que se ama. Este treino é superválido, funciona como um test-drive ou um estágio para a realização posterior do sonho. Sonhar acordado só atrapalha quando consiste em puro devaneio, sem qualquer possibilidade de realização.

Essa vocação para sonhar conta pontos no seu DNA emocional, na sua capacidade de ser feliz e se reinventar. Mas por que é preciso se reinventar? Porque a flexibilidade é uma das características mais importantes nos dias de hoje. Em plena era da informação, com o mundo em movimentação frenética e constante, é essencial que a pessoa tenha uma atitude aberta para a vida: de aprendizado, conhecimento e mudança, se for preciso. Claro, sem abrir mão de valores (integridade, generosidade, respeito por si mesmo e pelo outro), mas com uma postura de aprendiz. Segundo a fonoaudióloga especializada em memória Ana Alvarez, é essa postura que garante uma vida feliz e produtiva. "A flexibilidade é a verdadeira fonte da juventude", diz Ana.

Isso vale para todos os campos da vida: pessoal, afetivo, profissional. Este último, especialmente, demanda boas doses desse "jogo de cintura". O motivo é que, nos últimos anos, aconteceu uma verdadeira revolução no mercado de trabalho. Aqui e lá fora. Empresas se fundiram, outras faliram, outras tantas mudaram de ramo. Boa parte cortou maciçamente seus times, enquanto terceirizava os serviços e convocava um exército de colaboradores independentes. Não é o melhor dos mundos, convenhamos, mas é a realidade atual, acentuada nesse último ano pela crise econômica internacional.

Mas este cenário, que pode parecer cinza e sombrio para muita gente, também é um horizonte colorido e cheio de esperança para outras pessoas. São aquelas que querem se reinventar, que não acreditam nas estatísticas e não arquivam seus sonhos só porque ouvem o tempo todo que as coisas vão mal.

São essas pessoas que acordam cedo e animadas para mais um novo dia. E que vão contra a maré pensando nos seus próprios projetos e trabalhando duro para que eles possam se realizar. Não ficam sentadas esperando que alguém as chame para trabalhar e lhes dêem tarefas e obrigações. Movimentam suas redes de relacionamento, lançam suas ideias adiante, apostam em suas próprias potencialidades e comandam suas vidas para realizar os seus sonhos, dia após dia. Isso é ser flexível e praticar a arte de se reinventar.

Nesses tempos em que a demissão virou pizza e a palavra "emprego" vem gradativamente perdendo o significado e o valor - os futurólogos acreditam que o modelo atual, com salários fixos e escritórios, será substituído por um panorama mais elástico, no qual a maior parte das pessoas irá trabalhar em sua própria estrutura; em geral, em casa - a necessidade de se reciclar e se reinventar fica ainda mais urgente.

Os que dependem de um crachá no peito para existir (ou, em outras palavras, se sentem perdidos quando não são o "Pedro da empresa tal ou a Mariana da companhia X") vão precisar rever suas ideias e convicções. Por isso, sonhar (e realizar) é preciso.

FONTE: Personare

AUTORA: Chantal Brissac

Jornalista e autora de "Demitido? Sorte sua! Como superar a crise e dar a volta por cima" (Ediouro), "Quem é você, mulher?" (Ediouro) e "Seja feliz também naqueles dias" (Ed. Ficções)

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Google anuncia que YouTube passará a legendar filmes automaticamente

por Rafael Fischmann | 19/11/2009

No final de agosto de 2008, o Google introduziu legendas (subtitles, ou closed captions) no YouTube, algo que se tornou ainda mais interessante dois meses depois, com a implementação da API do Google Translate e a possibilidade de elas serem traduzidas automaticamente.

Hoje, a firma de Mountain View foi além, anunciando um sistema que analisará o áudio de filmes do YouTube e gerará legendas automaticamente. A novidade explora uma tecnologia avançada de transcrição de voz, já utilizada no Google Voice.

Unindo todos esses recursos, o Google visa a tornar seus vídeos acessíveis a muito mais pessoas — sejam elas estrangeiras, que não entendam outros idiomas, ou até mesmo gente com deficiências auditivas. Só para se ter uma ideia, de todo o catálogo de vídeos já publicado no YouTube, apenas 100 mil possuem CCs, visto que ainda é difícil e demorado produzir esse conteúdo em texto e inseri-lo nos filmes.

É claro que, como qualquer novidade, os resultados ainda não serão perfeitos. Além disso, o Google pretende começar a liberá-la nesta semana em canais de vídeos educacionais do YouTube, somente em inglês. Outra funcionalidade bacana é que as pessoas poderão agora transcrever vídeos sem se preocupar com a sincronização de áudio — isso será feito automaticamente pelo sistema do Google.

É ótimo ver que o Google se preocupa tanto com acessibilidade em seus produtos.

CONVITE: Pré-conferências Setoriais de Cultura

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

O apagão da “elite culta” e a liberdade das conferências de cultura

É nítido que as conferências de cultura de forma instantânea incendiaram a vida nacional. Cultura, política, eleição, sociedade, empresariado, pessoas sérias, picaretas, enfim, há um jogo franco, menos técnico, “técnico-racional”, mais apaixonado, alucinado em muitos momentos, produzido por uma febre de participação que ainda não experimentamos.

Qual o resultado disso? Mas quem está interessado em resultados? E se eles veem de forma inesperada? Pois tudo indica que virão, comandados por outro sentimento menos ordeiro, mais simbólico, sobretudo mais verdadeiro, incontrolável, desembestado.

São estas as questões, que os camarotes terão que presenciar os blocos de sujos, dos feios e malajambrados da cultura desvalida, do sentimento pressionado.

Há um vulcão em erupção, magicamente e magistralmente efervescente desenhando um cenário de absoluta autonomia com a chegada das conferências de cultura. Nada está certo, nada está errado. Imagino que os universalistas de Sorococó estejam assustados. Nós, os vira-latas, estamos fugindo das carrocinhas que, como sabemos, ninguém consegue pegar vira-lata depois que as portas são arreganhadas pela molecada.

A cultura brasileira estava a um passo de virar sabão, pois era esse o destino que os ideólogos da cultura chique empacotada, do sabão português, aguardavam, nós os vira-latas sendo matéria-prima da indústria culta. Mas somos muitos, quase todos, sem complexos, pois complexo é coisa de elite, ela que quer nos transformar em universais mequetrefes, em cidadãos de terceira, em carbono borrado de civilizações européias do século XVII, para sermos os civilizados higienizados do século XXI em seus matadouros urbanos, os tais centros culturais, institutos e fundações que tentam a todo custo engarrafar a rebeldia da cultura brasileira.

Estou achando tudo isso uma delícia. Os institutos somos nós. A cultura brasileira somos nós. Se universal ou não é só nosso o problema. Queremos ter o singelo e gigantesco prazer de sermos os macunaimas que somos. Há uma força incontrolável surgindo com a união dos sentimentos indiscutivelmente promovida pelas conferências de cultura. Nada é uniforme, elogios, críticas, xingamentos, comemorações, broncas, gargalhadas e participação coletiva, ora coordenada, ora desencontrada.

E o que é mais a nossa cara? E o que é mais os nossos sentimentos do que nossos próprios paradoxos? Adoramos debater, nos debater, gritar gesticular, desconstruir, destruir, criar, repetir, a modo e gosto, bem ao sabor da liberdade.

As conferências de cultura não são do bem nem do mal, são do povo brasileiro, sem heróis nem vilões. É isso que estamos assistindo, informações desencontradas, pensamentos desconexos numa embolia social que podemos maravilhosamente chamar de divina, de cultura brasileira.

Originalmente publicado em Cultura e Mercado

Consciência Negra 2009: Debate sobre turismo étnico

Artigo ótimo, como sempre, no site Mundo Afro, de Cleidiana Ramos, que entrevista Billy Arquimimo, coordenador de Turismo Étnico, da Secretaria de Turismo do Estado da Bahia.
VALE A PENA CONFERIR!!

Música e exposição para celebrar o triunfo sobre a escravidão

Abertura de Exposição da Unesco marcará as celebrações do Dia da Consciência Negra

Com a presença do governador Jaques Wagner será aberta, no próximo dia 20 de novembro, Dia Nacional da Consciência Negra, às 11h, no Palácio Arquiepiscopal (Praça Sé), a exposição “Para que não esqueçamos: o triunfo sobre a escravidão”, doada à Fundação Pedro Calmon pela Unesco/ONU. A cerimônia de abertura contará com a participação da banda Tambores da Raça, do compositor Adailton Poesia, autor de diversas canções para blocos afros e da Banda Erê do Ilê Aiyê, formada por jovens percussionistas. O público assistirá também a uma apresentação do Grupo de Dança São Gonçalo, da comunidade remanescente de quilombo, Pitanga de Palmares, em Simões Filho.

Após a cerimônia, músicos e visitantes se integrarão às comemorações que acontecerão na Praça da Sé, no busto de Zumbi dos Palmares, como desfiles de entidades afros, a exemplo do Olodum, Malê Debalê e o Cortejo de baianas. Em seguida, a manifestação terá como destino a Praça Castro Alves, onde um palco armado receberá, a partir das 13h, militantes e artistas negros para uma grande celebração, que contará com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Um show da cantora Margareth Menezes encerrará as festividades.

A exposição Para que não esqueçamos: o triunfo sobre a escravidão, organizada pelo Programa Rota dos Escravos, da UNESCO, é formada por 32 painéis ilustrativos e com textos bilíngües (português e inglês), onde são retratadas imagens do povo negro e das atrocidades cometidas pela escravidão. Os estudantes do Colégio da Polícia Militar serão os primeiros visitantes da exposição que, até o dia 04 de dezembro, receberá estudantes de escolas públicas de Salvador, para palestras, exibição de filmes e atividades recreativas da Biblioteca Móvel. A presença da Biblioteca Móvel garantirá uma interação dos visitantes, que poderão expor suas impressões acerca da exposição através de textos, desenhos, pinturas ou colagem. Uma equipe de bibliotecárias e arte educadoras orientará os trabalhos. Uma parceria com o Centro de Estudos Afro-Orientais, CEAO, permitiu que 18 estudantes cotistas da Universidade Federal da Bahia recebessem um curso intensivo sobre a história da escravidão e da resistência negra. Esses jovens serão os monitores da exposição, sendo responsáveis por orientar os visitantes.

A exposição internacional fará parte do “Novembro Negro”, uma série de atividades promovidas pela FPC e que comemoram o Dia Nacional da Consciência Negra, relembrando as lutas e conquistas do povo negro. À exposição, a Fundação Pedro Calmon acrescentou a relação das 31 rebeliões escravas ocorridas na Bahia, no século XVIII, entre 1807 e 1837, revelada através de pesquisa do historiador João José Reis. O público, formado especialmente por estudantes, poderá conferir também a localização das comunidades remanescentes de quilombo espalhadas por todo território baiano, além de exibições de filmes e palestras com especialistas sobre o tema.

SERVIÇO:

O que: Exposição Internacional “Para que não esqueçamos: o triunfo sobre a escravidão”

Onde: Palácio Arquiepiscopal na Praça da Sé (ao lado da estátua de Zumbi dos Palmares)

Quando: De 20 de novembro a 4 de dezembro

Gratuito

ASCOM Fundação Pedro Calmon: (71) 3116-6918 / 6676

Sobre o mito da democracia racial

Recebi com entusiasmo, semana passada, dois exemplares da coleção “Consciência em Debate”, da editora Selo Negro, da Summus editorial: “Relações Raciais e Desigualdade no Brasil” e “Políticas Públicas e Ações Afirmativas”, cuja coordenação editorial ficou a cargo de Vera Lúcia Benedito. Ela esclarece conceitos, aponta o lugar da desigualdade na história e no presente e fala sobre a relação entre produção e diversidade.
Vera é mestre e doutora em Sociologia/Estudos Urbanos pela Michigan State University (EUA) e pesquisadora e consultora da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo e nos concedeu a seguinte entrevista:
Leonardo Brant - Como o racismo se desenvolve e se manifesta no Brasil atualmente?

Vera Lúcia Benedito - Nas sociedades contemporâneas, o fenômeno racismo assume diferentes contornos dependendo do contexto, da formação histórica, socioeconômica, cultural e política de cada nação. Não há uma forma específica de definir o racismo, mas a combinação das variáveis citadas ajuda na produção deste fenômeno social. Em termos gerais – e aqui empresto uma definição utilizada há muito tempo pelo famoso sociólogo norte-americano William Julius Wilson, ainda válida nos dias de hoje –, o racismo pode ser definido: “como uma ideologia racial de dominação e exploração que (1) incorpora crenças específicas em relação à inferioridade biológica e cultural de uma “raça”, e (2) o uso de tais crenças para justificar e prescrever tratamento desigual ou inferior a um grupo assim caracterizado” (William Julius Wilson. Power, Racism and Privilege).

Seria mais correto falar em racismos, uma vez que podemos distinguir o racismo explícito, baseado em normas legais, as quais justificam a segregação espacial, social, política e cultural de um determinado grupo social. E há o racismo implícito, que apesar da ausência do suporte legal, permeia as relações sociais de forma sutil e nem sempre tão sutil, relegando um ou vários grupos sociais a lugares socialmente demarcados pela indiferença, tratamento desigual, práticas discriminatórias, ausência de reconhecimento de atributos positivos. Embutida nessas duas formas de racismo está a convicção de que o (s) grupo(s) assim caracterizados são “os outros”, um eufemismo para designar subcidadania. O resultado prático dessas convicções resulta na ausência do papel do Estado no provimento de equipamentos sociais de qualidade, como escola, saúde, moradia, saneamento básico, transporte coletivo, etc. Nesse contexto de pensamento social, há aqueles que merecem naturalmente o lugar de cidadãos e os que não são merecedores da mesma distinção e respeito.

Por mais de quatrocentos anos, no Brasil, durante o período colonial, e após 1822, enquanto nação independente, as relações, políticas, econômicas e culturais foram sedimentadas por um regime racista de dominação baseado na escravização de seres humanos – tanto os habitantes originais da terra como os africanos transplantados de um continente para outro. Como bem diz o escritor Alberto da Costa e Silva, “todo regime baseado na escravidão é violento”. E a violência foi a política social mais difundida na formação da sociedade brasileira.

Após a abolição da Escravatura, em 1888, e com o advento da República, em 1889, entramos numa nova fase da modernidade, sem que os antigos trabalhadores da velha modernidade no novo mundo usufruíssem dos benefícios dos novos tempos. Assim como no antigo regime, na era republicana a maioria de africanos e seus descendentes no Brasil continuou a ocupar no imaginário social e nas práticas interpessoais o lugar do “outro”, do subcidadão como grupo social. As vozes daqueles negros e negras brasileiros que conseguiram, enquanto indivíduos, sair da condição de subcidadania, tornaram-se inaudíveis na memória da nossa nação. Figuras como André Rebouças, Luiz Gama, Manuel Querino e Antonieta de Barros (a primeira deputada estadual negra pelo estado de Santa Catarina) ainda são desconhecidas para a população brasileira, em geral, e para a população estudantil, em particular. Dificilmente aprendemos na escola que o primeiro grande editor brasileiro foi Paula Brito, um mestiço de negra e branco que iniciou Machado de Assis nos círculos literários.

O curioso de rememorar esses dados para falarmos sobre racismo, como fenômeno histórico, é que muitos brasileiros proclamam em alto e bom som para o mundo todo que vivemos numa democracia racial. É bem verdade que essa ideologia está desgastada em vista das mazelas cotidianas. Ainda não conseguimos dar o salto qualitativo para de fato transformarmos a sociedade brasileira em uma democracia racial substantiva. Dezenas de pesquisas e estudos contemporâneos continuam a apontar de que maneira “a indiferença como racismo” continua a vitimar e condenar milhões de brasileiros e brasileiras, sobretudo negros e negras, a viverem como “outros”, como corpos descartáveis pertencentes ao não lugar. Infelizmente, neste final de primeira década do século XXI, o estigma associado à cor da pele determina em nosso país quem vive e quem morre, em geral prematuramente.

Os meios de comunicação, a mídia em geral, os espaços de entretenimento, os canais formadores de opinião pública, a escola, as empresas, continuam a tratar o cidadão negro brasileiro como ser invisível, alijado de avanços e conquistas sociais positivas, a não ser é claro, como canta Ivo Meirelles, quando aparece no Jornal Nacional retratados como foras-da-lei.

Hoje, dentre as diversas formas como o racismo se manifesta, podemos dar dois exemplos: primeiro, na valorização negativa contínua do negro na sociedade brasileira, o que tem contribuído para a sua invisibilidade em todos os lugares socialmente relevantes. Este fator impacta negativamente a autoestima de crianças, jovens e adultos, que não vêem a sua humanidade resgatada enquanto pessoas, enquanto indivíduos. Segundo: a indiferença coletiva que naturaliza lugares e papéis sociais predeterminados produz políticas sociais de igual teor, seja na educação de baixa qualidade, na falta de investimento na formação de professores, na ausência de investimentos em saneamento básico e moradia digna, o que acaba produzindo o racismo ambiental; como também na falta de investimentos na área da saúde, no tratamento do idoso.

Acredito que precisamos ter um contrato com o futuro deste país pela via permanente da educação. Precisamos nutrir a autoestima e os talentos positivos de nossas crianças. Precisamos cada vez mais lutar por uma educação antirracista, contra todas as formas de discriminação: de cor e etnia, de gênero, religiosa, opção sexual etc. Quando prestarmos mais atenção à amplitude devastadora do racismo como indiferença ou estranhamento em relação a um ou mais grupos sociais, talvez possamos agir mais concretamente para reforçar ferramentas sociais de combate às desigualdades.

LB - Que balanço você faz das políticas afirmativas dos últimos anos?

VLB - É preciso definir o que são “políticas afirmativas” já que há muitas variações conceituais sobre esse termo. Antes de mais nada, é preciso levar em conta que o conceito engloba, simultaneamente, aspectos redistributivos e de reconhecimento de pertença racial ou identitária na distribuição de bens materiais ou simbólicos por parte do Estado ou grupos privados a segmentos historicamente discriminados. Isso quer dizer que as políticas ou ações afirmativas referem-se a um conceito guarda-chuva que abriga uma variedade de ações visando desde o acesso de estudantes negros e indígenas à universidade como aos diversos programas de permanência que impulsionam a trajetória acadêmica desses estudantes e a conclusão bem-sucedida de seus cursos de graduação. No Brasil, a modalidade de reserva de vagas, popularmente conhecida como “cotas”, é um dos mecanismos adotados para impulsionar acesso de estudantes negros e indígenas ao ensino superior. Em termos gerais, as ações afirmativas objetivam a retenção de talentos nos bancos universitários, os quais num futuro próximo poderão contribuir para o desenvolvimento social, político e econômico do país. Sem essas políticas, boa parte de estudantes oriundos de segmentos sociorraciais historicamente discriminados e de baixa renda não teriam condições de frequentar um curso superior. Em termos específicos, com a inclusão das políticas afirmativas, estudantes negros e indígenas tendem a refletir no espaço acadêmico a diversidade étnico-cultural da sociedade enquanto exercício efetivo da igualdade de oportunidades e representação simbólica e substantiva.

Fala-se muito de políticas afirmativas no setor educacional, mas essas políticas englobam também o mercado de trabalho. Nessa área da vida econômica, as políticas afirmativas inserem-se nos programas de treinamento de recursos humanos das empresas, públicas ou privadas, e objetivam estabelecer um plano comum de ações que impulsionem a mobilidade ocupacional de empregados tendo por princípio a igualdade de oportunidades. No mercado de trabalho, a ausência da presença negro-indígena no setor financeiro e empresarial é notória.

Temos apenas 8 anos de adoção de políticas afirmativas voltadas para os segmentos negros e indígenas mais empobrecidos da sociedade. Nas universidades, os alunos que entraram sob o regime de reservas de vagas estão indo muito bem, o que prova que bons incentivos financeiros que garantam a permanência de estudantes nas universidades públicas e privadas dão resultado. Todavia, há uma quantidade enorme de estudantes, tanto do ensino público como privado, que por falta de recursos estão abandonando as universidades em números assustadores. Não há recursos suficientes para todos. Para piorar o nosso entendimento sobre essa questão, ainda não temos uma cultura de avaliação de políticas públicas para aferirmos essas grandes ausências nos setores educacionais e mercado de trabalho. Em relação a este último setor, apesar da falta sistemática de dados, o Instituto Ethos vem apontando a falta de mobilidade ocupacional de negros e negras em empresas de médio e grande porte. Para resumir essa análise, podemos dizer com segurança que estamos apenas engatinhando na implementação de políticas afirmativas na promoção de talentos em nossa sociedade. É importante ressaltar que políticas afirmativas vão além de abrir espaços representativos para grupos historicamente discriminados. Essas políticas se relacionam com a vantagem comparativa entre as nações, ou seja, talentos produzem riquezas. Precisamos estar mais atentos quanto a isso.

LB - Como o setor cultural e o financiamento à cultura podem contribuir para diminuir o racismo no Brasil?

VLB - De maneira substantiva, quanto mais incentivos e financiamentos à cultura a sociedade brasileira tiver para educar a população para uma cultura da igualdade a, todos nós nos beneficiaremos. Acredito que a publicação de livros didáticos e paradidáticos que dêem conta de representar com dignidade e igualdade todos os grupos sociais ajudará de maneira exemplar na diminuição do racismo. É preciso conhecer a nossa história para entendermos o presente e desenharmos o futuro.

Nesse sentido, o governo federal, estadual e municipal poderia apoiar financeiramente a publicação de livros sérios a respeito das questões etnorraciais. Além do apoio, a distribuição gratuita dessas obras a estudantes de todos os níveis – bem como a todas as bibliotecas do Brasil – seria mais uma boa iniciativa.

LB - Quais iniciativas culturais você destacaria como exemplos a serem seguidos?

VLB - Olha, acredito na publicação contínua de livros que resgatem a contribuição positiva do negro na nossa sociedade. A Selo Negro tem sido pioneira nesse sentido e tem atuado nessa direção bem antes da lei 10.639/03. Isto é fazer história, é certo que com olho no mercado, mas acima de tudo só o fato de haver esse reconhecimento é um avanço considerável para a diminuição das desigualdades e do papel do racismo em no Brasil. Se tomarmos como exemplo a Coleção Retratos do Brasil Negro, veremos o resgate da vida e da obra de figuras importantíssimas para a afirmação do negro brasileiro. Se pegarmos a Coleção Consciência em Debate, veremos a iniciativa de discutir temas ligados à temática etnorracial por vezes espinhosos que afetam a vida de todos os brasileiros. Além de livros, menciono também a necessidade de chamar a atenção para efervescência teatral que está sendo produzida por dezenas e dezenas de jovens negros e afrodescendentes em todo o Brasil. Estão produzindo textos de muito boa qualidade. Igualmente, contamos com quase uma dúzia de cineastas negros e negras que estão retratando a experiência negra em toda a sua humanidade. Há de se prestar atenção na produção literária de boa qualidade que está sendo produzida nos bairros mais distantes dos centros urbanos de todas as cidades brasileiras. Esse pessoal que está produzindo cultura de baixo para cima, está contribuindo para a emergência de uma nova consciência. Portanto, precisamos multiplicar esses bons exemplos, com mais investimentos públicos. Afinal, um país de quase 200 milhoes de pessoas precisa ser cada vez mais retratado em todas as suas cores, nuanças, talentos e humanidades. Esses produtores culturais compreendem exatamente tudo que eu acabei de dizer, e por isso mesmo não choram as mazelas do passado e do presente, mas utilizam o conhecimento sobre o passado para protagonizar o presente e um novo futuro. E isso é bom.

Resposta de Zé Celso a Caetano

Lula faz política culta e com arte

No mesmo dia em que Caetano fazia sua entrevista de capa, muito bela como sempre, no Caderno 2 do Estadão, o Ministro Ecologista Juca Ferreira publicava uma matéria na Folha na seção Debates. Um texto extraordinariamente bem escrito em torno da cultura, como estratégia, iniciada no 1º Governo de Lula ao nomear corajosa e muito sabiamente Gilberto Gil como Ministro da Cultura e hoje consolidada na gestão atual do Ministro Juca.

Por José Celso Martinez Corrêa

Hoje temos pela primeira vez na nossa história um corpo concreto de potencialização da cultura brazyleira: o Ministério da Cultura, e isso seu atual Ministro soube muito bem fazer, um CQD em seu texto.
Por outro lado, meu adorado Poeta Caetano, como sempre, me surpreendeu na sua interpretação de Lula como analfabeto, de fala cafajeste, abrindo seu voto para Marina Silva.
Nós temos muitas vezes interpretações até gêmeas, mas acho caetanamente bonito nestes tempos de invenção da democracia brazyleira, que surjam perspectivas opostas, mesmo dentro deste movimento que acredito que pulsa mais forte que nunca no mundo todo, a Tropicália.
Percebi isso ao prefaciar a tradução em português crioulo = brazyleiro do melhor livro, na minha perspectiva, claro, escrito sobre a Tropicália: Brutality Garden, Jardim Brutalidade, de Chris Dunn, professor de literatura Brazyleira, na Tulane University de New Orleans.

Acho, diferentemente de Caetano, que temos em Lula o primeiro presidente antropófago brazyleiro, aliás Lula é nascido em Caetés, nas regiões onde foi devorado por índios analfabetos o Bispo Sardinha que, segundo o poeta maior da Tropicália, Oswald de Andrade, é a gênese da história do Brazil. Não é o quadro de Pedro Américo com a 1ª Missa a imagem fundadora de nossa nação, mas a da devoração que ninguém ainda conseguiu pintar.

Lula começou por surpreender a todos quando, passando por cima das pressões da política cultural da esquerda ressentida, prometeica, nomeou o Antropófago Gilberto Gil para Ministro da Cultura e Celso Amorim, que era macaca de Emilinha Borba, para o Ministério das Relações Exteriores, Marina Silva para o Meio Ambiente e tanta gente que tem conquistado vitórias, avanços para o Brasil, pelo exercício de seu poder-phoder humano, mais que humano.
Phoderes que têm de sambar pra driblar a máquina perversa oligárquica, podre, do Estado brasileiro. Um estado oligárquico de fato, dentro de um Estado Republicano ainda não conquistado para a "res pública". Tudo dentro de um futebol democrático admirável de cintura. Lula não pára de carnavalizar, de antropofagiar, pro País não parar de sambar, usando as próprias oligarquias.
Lula tem phala e sabedoria carnavalesca nas artérias, tem dado entrevistas maravilhosas, onde inverte, carnavaliza totalmente o senso comum do rebanho. Por exemplo, quando convoca os jornalistas da Folha de S. Paulo a desobedecer seus editores e ouvir, transmitindo ao vivo a phala do povo. A interpretação da editoria é a do jornal e não a da liberdade do jornalista. Aí , quando liberta o jornalista da submissão ao dono do jornal, é acusado de ser contra a liberdade de expressão. Brilha Maquiavel, quando aceita aliança com Judas, como Dionísios que casa-se com a própria responsável por seu assassinato como Minotauro, Ariadne. É realmente um transformador do Tabu em Totem e de uma eloquência amor-humor tão bela quanto a do próprio Caetano.
Essa sabedoria filosófica reflete-se na revolução cultural internacional que Lula criou com Celso Amorim e Gil, para a política internacional. O Brasil inaugurou uma política de solidariedade internacional. Não aceita a lógica da vendetta, da ameaça, da retaliação. Propõe o diálogo com todos os diabos, santos, mortais, tendo certa ojeriza pelos filisteus como ele mesmo diz. Adoro ouvir Lula falar, principalmente em direto com o público como num teatro grego. É um de nossos maiores atores. Mais que alfabetizado na batucada da vida, lula é um intérprete dela: a vida, o que é muito mais importante que o letrismo. Quantos eruditos analfabetos não sabem ler os fenômenos da escrita viva do mundo diante de seus olhos?
Eu abro meu voto para a linha que vem de Getúlio, de Brizola, de Lula: Dilma, apesar de achar que está marcando em não enxergar, nisto se parece com Caetano, a importância do Ministério da Cultura no Governo Lula. Nos 5 dedos da mão em que aponta suas metas, precisa saber mais das coisas, e incluir o binômio Cultura & Educação.
Quanto a Marina Silva, quando eu soube que se diz criacionista, portanto contra a descriminalização do aborto e da pesquisa com células-tronco, pobre de mim, chumbado por um enfarte grave, sonhando com um coração novo, deixei de sequer imaginar votar nela. Fiz até uma cena na Estrela Brasyleira a Vagar - Cacilda!! para uma personagem, de uma atriz jovem contemporânea que quer encarnar Cacilda Becker hoje, defendendo este programa tétrico.
Gosto muito de Dilma, como de Caetano, onde vou além do amar, vou pra Adoração, a Santa adorada dos deuses. Acho a afetividade a categoria política mais importante desta era de mudanças. "Amor Ordem e Progresso." O amor guilhotinado de nossa bandeira virou um lema Carandiru: Ordem e Progresso, só.
Apreendi no livro de Chris Dunn que os americanos chamam esta categoria de laços homossociais, sem conotação direta com o homoerotismo, e sim com o amor a coisas comuns a todos, como a sagração da natureza, a liberdade e a paixão pelo amor energia, santíssima eletricidade. Sinto que nessas duas pessoas de que gosto muito, Caetano e Dilma, as fichas da importância cultural estratégica, concreta, da Arte e da Cultura, do governo Lula, ainda não caíram.

A própria pessoa de Lula é culta, apesar de não gostar, ainda, de ler. Acho que quando tiver férias da Presidência vai dedicar-se a estudar e apreender mais do que já sabe em muitas línguas. Até hoje ele não pisou no Oficina. Desejo muito ter este maravilhoso ator vendo nossos espetáculos. Lula chega à hierarquia máxima do teatro, a que corresponde ao papa no catolicismo: o palhaço. Tem a extrema sabedoria de saber rir de si mesmo. Lula é um escândalo permanente para a mente moralista do rebanho. Um cultivador da vida, muito sabido, esperto. Não é à toa que Obama o considera o político mais popular do mundo.

Caetano vai de Marina, eu vou de Dilma. Sei que como Lula ela também sente a poesia de Caetano, como todos nós, pois vem tocada pelo valor da criação divina dos brazyleiros. Essa "estasia", Amor-Humor, na Arte, que resulta em sabedoria de viver do brasileiro: Vida de Artista. Não há melhor coisa que exista!

Lula faz política culta e com arte. Sabe que a cultura de sobrevivência do povo brasileiro não é super, é infra estrutura. Caetano sabe disso, é uma imensa raiz antenada no rizoma da cultura atual brazyleira renascente de novo, dentro de nós todos mestiços brazyleiros. Fico grato a Caetano ter me proporcionado expor assim tudo que eu sinto do que estamos vivendo aqui agora no Brasil, que hoje é um país de poesia de exportação como sonhava Oswald de Andrade, que no Pau Brasil, o livro mais sofisticado, sem igual brazyleiro canta:

"Vício na fala
Pra dizerem milho dizem mio
Pra melhor, dizem mió
Para telha, dizem teia
Para telhado, dizem teiado
E vão fazendo telhado"

SamPã, 6 de novembro, sob o signo de escorpião, sexo da cabeça aos pés, minha Lua de Ariano, evoéros!

Fonte: O Estado de S.Paulo

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Exposição Pérolas Imperfeitas continua no MAM/BA
A exposição Pérolas Imperfeitas, do artista David Glat, continuará na Galeria Subsolo do Museu de Arte Moderna da Bahia - MAM/BA, até o dia 9 de dezembro.
O horário para visitação, das terças aos domingos é de 13 às 19 horas, e nos sábados das 13 às 21 horas.
Na próxima quinta, dia 19/11, às 16 horas, haverá visita intermediada com o artista.

CEAO PARTICIPA DA SEMANA DE CULTURA DO BENIN

CEAO - Centro de Estudos Afro-Orientais
CEAO PARTICIPA DA SEMANA DE CULTURA DO BENIN Publicada em 17-11-2009

Data: 19/11/2009 – (quinta-feira)

Manhã: 9h às 12h – Mostra de Cinema do Benin – Auditório Milton Santos, Centro de Estudos Afro-Orientais (Lgo. Dois de Julho).

Tarde: 14h às 18h - Seminário “Identificando o Benin na Bahia” - Conferencistas: Professora Mônica Lima - UFRJ Professor Luis Nicolau - UFBA Sec. da Divisão da América Meridional III -MRE /DF Sr. Carlos Fonseca Fotógrafo Márcio Vasconcelos - São Luiz do Maranhão

Auditório Milton Santos, Centro de Estudos Afro-Orientais (Lgo. Dois de Julho).

Noite: 19h – Abertura da Exposição: “O Benin está vivo ainda lá” – (MUNCAB – Rua da Ajuda) Apresentação das Guèlèdès - Ritual de entrega da Máscara ao Ministro da Cultura do Brasil.

Performance musical Bourian (Benin) e do Grupo PIM (Bahia).

Data: 20/11/2009 (sexta-feira)

Manhã: 11h – Missa Especial – Homenagem ao Benin (Igreja do Bomfim).

Participação Coro do TCA. (regência: Maestro Ângelo Rafael Fonseca).

9h ás 12h - Início da Oficina de Culinária - Prato 1 (Casa do Benin).

Tarde: 14h ás 18h - Continuação da Oficina de Culinária - Prato 2.

14h ás 17h - Oficina de Dança das Guèlèdès (Espaço Cultural da Barroquinha).

15h às 16h – Espetáculo para Escolas com o Balé Nacional do Benin (Teatro Miguel Santana).

16h ás 17h - Bate papo com os alunos e professores sobre o espetáculo.

Noite: 18h30 - Mostra de Cinema – (Praça Tomé de Souza)

Circuito Benin na Bahia – (Largo do Pelourinho)

18h às 18h30 - Apresentação do Balé Nacional do Benin

18h40 às 19h30 - Grupo Gêge Nagô

20h às 21h30 - Show Afrobatá

22h às 00h - Show Jau (Afrodisíaco)

Participação de Margareth Menezes (Homenagem a Neguinho do Samba)

21h30 - Rave Benin – Rádio África e DJ Sankofa - Pista de dança na praça / Encontro de DJ´s(Praça Formigão – Teatro Miguel Santana)

21h - Jantar Beninense: Prato 1 e 2 (Casa do Benin) – para convidados

Data: 21/11/2009 (sábado)

Manhã: 9h ás 12h - Início da Oficina de Culinária - Prato 3 (Casa do Benin)

9h às 12h – Workshop de Dança com o Balé Nacional do Benin para Companhias de Dança Afro-brasileiras – Turma 1 (Teatro Miguel Santana)

Tarde: 14h ás 18h - Continuação da Oficina de Culinária - Prato 4.

14h às 18h – Workshop de Dança com o Balé Nacional do Benin para Companhias de Dança Afro-brasileiras – Turma 2 (Teatro Miguel Santana)

18h - Desfile de Moda Benin – Bahia (Praça Tomé de Souza)

18h30 - Mostra de Cinema (Praça Tomé de Souza)

Noite: Circuito Benin na Bahia – (Largo do Pelourinho)

18h30 às 19h - Apresentação dos Bourian

19h às 20h30 - Show Barlavento

20h40 às 22h10 – Show Juliana Ribeiro

22h30 às 24h – Cortejo Afro. Participação Especial: Sandra de Sá

20h30 - Rave Benin – Eletrocooperativa - Pista de dança na praça / Encontro de DJ´s -(Praça Formigão – Teatro Miguel Santana)

Data: 22/11/2009 (domingo)

Manhã: 9h às 12h - Conferência no Bogum, somente para Iniciados.

Visita ao Ilê Axé Ôpô Afonjá

Tarde: 13h – Degustação Afro-brasileira e Beninense: Caruru e Pratos 3 e 4 (Casa do Benin)

16h - Balé Folclórico da Bahia se apresenta para o Balé Nacional do Benin e convidados (Teatro Miguel Santana)

Noite: Circuito Benin na Bahia – (Largo do Pelourinho)

18h - Show Especial - Olodum recebe o Benin no pôr do sol – congraçamento de todos os artistas da Bahia e do Benin.

All Star de borracha

All Star dispensa apresentações. Os tênis que não saem de moda nem do pé dos descolados, estão sempre sendo reinventados. Esta versão por exemplo, não poderia ser mais legal! Criada para enfrentar os dias chuvosos ou raves lamacentas, é puro estilo. Super-resistente, flexível e totalmente feito em borracha, este modelo custa 80 dólares aqui e faz a alegria de todo "Chuck Taylor" de plantão.
Fonte: http://www.bemlegaus.com/

ROSÁRIO - Estréia dia 20 de Novembro

ROSÁRIO
Estréia dia 20 de Novembro, data de celebração da consciência negra.
O espetáculo Rosário é inspirado na simbologia da coroação de reis negros, sempre viva nos congados mineiros e em outros folguedos brasileiros. O acontecimento cênico revela aspectos da formação das identidades brasileiras pelo viés da mestiçagem religiosa tendo como temática o encontro de culturas diversas em novo território e a religiosidade como força de sobrevivência e resistência numa realidade hostil. Centrado na vivência de manifestações populares como os reisados e romarias da região do Cariri, na pesquisa vocal e na força dos cantos tradicionais, o espetáculo solo da atriz Felícia de Castro manifesta um ritual feminino e poético. Através de canções e explosões de textos, a atriz traz à cena um rosário de mulheres em uma única prece. Um corpo dilacerado pelo corte da desterritorialização traduz no acontecimento cênico um ciclo de crueldade, criatividade, luta e reinvenção de si mesmo pela beleza e pela fé. Uma fábula pessoal que recria imagens de terra, mar, mãe, rainhas, coroações, cortes e catarses.
FICHA TÉCNICA:
Concepção, Direção e Atuação – Felícia de Castro.
Co-direção e Preparação Vocal – Demian Reis
Assistência de direção – Carolina Laranjeira
Iluminação – Eduardo Albergaria
Figurino – Rino Carvalho
Trilha Sonora – criação coletiva
Produção – Vanessa Salles e Maiara Ribeiro
Assessoria de Imprensa – Karlene Rios
Fotografias e Arte Gráfica – Eduardo Ravi
Adereços (boi e coroa) – Maurício Pedrosa
Costureira – Angélica Paixão
TEATRO DO ICBA (corredor da Vitória, 1809, telefone: 3338 4700).
Quando: ESTRÉIA: 20 de Novembro
Em cartaz até 18 de dezembro de 2009
Quintas e Sextas às 20 h.
Quanto: Valor: R$ 10,00 e 5,00
Realização: Felícia de Castro
Contato: 71 – 87321535 / 71 – 88434420 / 71 – 81837688

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Instituto Maria Preta

De parabéns o Instituto Maria Preta que está realizando e publicando em seu blog uma série de reportagens, entrevistas e comentários com personalidades importantes no combate à discriminação, com o título: Racismo, Aqui Não!
http://institutomariapreta.blogspot.com/

Racismo, Aqui Não!

"Minha pele é linguagem e a leitura é toda sua! Eu sou parte de você, mesmo que você me negue! " Jorge Portugal
Jorge Portugal, nascido em Santo Amaro da Purificação, autodidata em quase tudo que faz, educador, compositor e apresentador de TV
Sou filho adotivo de uma família de classe média-média de minha cidade (que seria pobre em Salvador) e a primeira percepção de racismo se deu quando os amigos de meu pai (que tinha a tez clara) perguntavam para ele se eu era MESMO filho dele. Menino, nunca entendi bem a ênfase da pergunta, só tendo a ficha caído depois.
Na juventude, ainda na minha cidade, no fulgor de uma grande paixão, tive que acabar o namoro por imposição da família da namorada, executivos de uma empresa sediada no município, mas que tinham origem paranaense. Foi assim que tirei minha " carteira de identidade" de negro. Em Salvador, já cursando Psicologia, a cena se repete, mas a consciência já estava em mim.
Não sou ligado a nenhuma vertente do chamado " Movimento Negro" , mas me julgo um " negro em movimento" e faço das minhas várias atividades trincheiras permanentes dessa luta.
O racismo é, para mim, a forma mais vil e abjeta do que há de pior no ser humano. A deformação escancarada de sua alma, a atitude que o desautoriza a chamar-se exatamente assim: ser humano.
Originalmente publicado no blog do Instituto Maria Preta

domingo, 15 de novembro de 2009

Escola Olodum oferece curso de música on line

A Escola Olodum, de Salvador (BA), inova mais uma vez, oferecendo Curso on line de Informática Cultural, que busca ampliar as ações da instituição e atender a um maior número de alunos, promovendo o desenvolvimento de habilidades pessoais.
Para tanto, a Escola buscou parceiros de grande potencial, como o Musician Institute of Technology - MI, dos Estados Unidos, com o qual iniciou um processo de cooperação técnica e buscou elementos para elaborar conteúdos e possibilidades de intercâmbios virtuais e presenciais. Também conseguiu apoio do Wilivro - que associa o livro a um curso on line, disponibilizando recursos tecnológicos que permitam a qualificação individual ou coletiva, tanto via internet como de forma presencial. O objetivo é realizar cursos de percussão samba-reggae, teoria musical, diversidade étnica e cidadania.

O Curso de Música on line consiste em dois módulos: Teoria Musical e Percussão Samba-reggae. No primeiro, como o próprio nome sugere, o aluno aprende a parte teórica da música; no segundo módulo é oferecida a parte prática, em instrumentos como timbau, repique, surdo e caixa. O curso dispõe de um simulador online, no qual é possível tocar os instrumentos do Olodum no teclado. A proposta alia tecnologia à qualificação profissional, no campo musical. As aulas serão disponibilizadas na plataforma virtual, oferecendo aos alunos flexibilidade para concretizar sua formação. O acompanhamento dos cursos acontecerá, ainda, por meio de encontros presenciais.

Ao qualificar e orientar os profissionais da cadeia produtiva da música utilizando o ensino à distância, a Escola Olodum contribui para a difusão do ensino da música e, mais especificamente, do samba-reggae - gênero musical criado pelos blocos afrocarnavalescos de Salvador nos anos 1980. Esse estilo percussivo se caracteriza, em termos conceituais, pela apologia ao negro, e musicalmente, pela recriação de sonoridades afro-americanas. Sua estética negra conecta diversos elementos culturais elaborados na rede atlântica, que originou e abrigou a diáspora negra e tem no Olodum seu principal representante.

O projeto, que tem patrocínio da Petrobras e apoio do Criança Esperança, também ajuda a Escola a reforçar seu envolvimento com o profissional do futuro, trazendo ferramentas para o sucesso no mercado de trabalho e atendendo a um número maior de beneficiários.

Visite o Blog de acesso ao curso: www.blogescolaolodum.com.br

MAIS INFORMAÇÕES

Escola Olodum
Rua das Laranjeiras, 30 - Pelourinho
CEP 40026-230 - Salvador - BA
Tel/Fax: 71 33218069

SEMANA CULTURAL DO BENIN EM SALVADOR

Oficinas, seminários, mostras e exposições integrarão a Semana Cultural do Benin, que começará na próxima quinta-feira (19) e segue até domingo (22), gratuitamente, em diversos pontos da cidade. Os eventos têm como objetivo a apresentação e divulgação dos costumes do país africano, tais como história, gastronomia, dança, moda e cinema.
A relação de proximidade entre a Bahia e o Benin vem desde a época da escravatura, já que os primeiros escravos trazidos pelos portugueses vieram de lá. Por volta dos séculos XVIII e XIX, escravos brasileiros libertos resolveram voltar ao Benin e, por não se sentirem brasileiros nem africanos, formaram as suas próprias comunidades conhecidas como Agudas. Daí a semelhança cultural entre os países em questões como arquitetura, culinária, religião e até festas.
Cerca de 40 artistas artistas africanos irão participar das apresentações. As inscrições podem ser feitas a partir desta segunda (16), por meio do site da Fundação Cultural Palmares.
Entre as personalidades que confirmaram presença estão o ministro da cultura Juca Ferreira; o ministro da Cultura, Turismo e Artesanato do Benin, Bio Goundu, além de diversos artistas baianos e grupos Beninenses.
Mais informações: http://www.salvador.ba.gov.br/

TAM recebe Projetos Culturais

Por Carina Teixeira

Até o dia 30 de dezembro, a TAM receberá projetos esportivos e culturais que tenham como data de realização o primeiro semestre de 2010. Na edição deste ano, a empresa investirá em projetos na área cultural, cujos recursos serão destinados a casas de show, peças teatrais, cinemas, espetáculos e musicais, moda e museus. O patrocínio será realizado de forma direta, uma vez que a empresa não realiza patrocínios externos por meio de incentivos fiscais estaduais ou federais.

Os interessados em solicitar patrocínio à empresa deverão enviar as propostas por meio do preenchimento do formulário padrão, disponível no site da TAM. Para que as propostas sejam analisadas, o formulário deverá ter todos os campos obrigatórios preenchidos. As propostas deverão ser encaminhadas para o endereço comunicacao.mkt@tam.com.br e os projetos de caráter social e/ou assistencial para responsabilidade.social@tam.com.br.

Todo projeto de patrocínio enviado dentro das especificações e categorias especificadas acima será analisado e respondido ao solicitante dentro do prazo de 15 dias úteis a contar da data de envio de todas as informações necessárias, considerando-se eventuais alterações de prazo em função de determinações estratégicas e/ou administrativas da TAM.

sábado, 14 de novembro de 2009

Dão e a Caravanablack, na praça Pedro Arcanjo, terça-feira, dia 17/11 às 21 horas

Dão e a Caravanablack, na praça Pedro Arcanjo. Esse show, faz parte das comemorações do mês da consciência negra.

Poucos lugares em nosso país são tão representativos para celebrar o dia da Consciência Negra (20 de novembro - dia da morte de Zumbi dos Palmares) como o Pelourinho. A data é dedicada à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira e a lembrar a resistência do negro à escravidão.

Entre os dias 17 e 22 de novembro, o Pelourinho oferece uma programação especial para celebrar a Semana da Consciência Negra. Nesses dias, o Centro Histórico de Salvador receberá apresentações musicais, com destaque para a black music e a música africana, exposição sobre Luanda, capital de Angola, e um debate sobre a arte e a cultura negra.

Dão abre a programação musical, na terça-feira, dia 17/11/09, às 21h., e “O público vai poder conferir um repertório dançante, voltado para a black music, com a batida do afrobeat”, revela.

E mais:

“Para comemorar o Dia da Consciência Negra, vamos preparar uma homenagem ao Ilê Aiyê”, confidenciou o cantor.

Após a apresentação de Dão, quem subirá ao palco será o DJ ganês Sankofa que apresentará ao público baiano a música africana que vem fazendo sucesso em todo o mundo, como o zouk, kizomba e semba.

Show com Dão e a Caravanablack

Terça-Feira - 17.11.2009 - 21 horas

Praça Pedro Archanjo - Pelourinho

Entrada Franca

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

ZULU ARAÚJO NO RODA VIVA SEGUNDA-FEIRA, DIA 16/11

ZULU ARAÚJO
Presidente da Fundação Cultural Palmares
Na próxima sexta-feira, 20 de novembro, é o dia Nacional da Consciência Negra. O Brasil escolheu essa data para lembrar Zumbi, líder do Quilombo de Palmares, símbolo da resistência negra do país.
Durante todo esse mês a data será lembrada em diversos eventos que irão celebrar a memória histórica do movimento, da presença e da inserção do negro na vida brasileira.
Dedicado à cultura negra desde a juventude, Zulu Araújo foi produtor de eventos culturais em Salvador nos anos 80 e 90 e assessor especial da secretaria de Cultura da Bahia. Em 2007, Zulu assumiu a presidência da Fundação Cultural Palmares, onde já trabalhava como diretor desde 2003.
Vinculada ao Ministério da Cultura, a Fundação Cultural Palmares foi criada em 1988, para implementar políticas públicas destinadas a aumentar a participação da população negra brasileira no processo de desenvolvimento do país.
Participam como convidados entrevistadores:
Mônica Manir, editora do caderno Aliás do jornal O Estado de S. Paulo; Ivan Martins, editor executivo da revista Época; Maurício Pestana, publicitário, cartunista e presidente do conselho editorial da revista Raça Brasil e Paulo Lins, escritor e roteirista.
Twitters no estúdio: Julio Moraes, jornalista, (twitter.com/juliomoraes); Jésica Lima, analista de mídias sociais (twitter.com/jerblima) e Ian Black, especialista em comunicação digital (twitter.com/ianblack).
Fotógrafo convidado: Letícia Lovo, fotógrafa (www.flickr.com/photos/leticialovo).
Apresentação: Heródoto Barbeiro
Transmissão ao vivo pela Internet a partir das 17:30.
O Roda Viva é apresentado às segundas a partir das 22h10.
Você pode assistir on-line acessando o site no horário do programa.

Novembro, mês da Consciencia Negra

Falta de espaço? Organizando a casa!

Que mulheres são apaixonadas por sapatos, todo mundo sabe, mas esta verdadeira tara, às vezes cria um problema: falta de espaço. E para arrumar lugar no armário é mais fácil elas jogarem fora documentos do que se despedirem de algum par de sapato. Por isto, duvido que não tenha sido uma mulher a pensar nesta solução. Este organizador é perfeito. Adapta-se a diversos tamanhos de cama e permite que vários pares sejam guardados, disfarçados sob a colcha. São diversos bolsos que garantem mais um esconderijo para este objeto de desejo feminino. Feito em plástico, também pode ser usado para guardar (ou esconder) qualquer tipo de tralha. Custa entre 19,98 e 24,98 dólares, dependendo do modelo, AQUI.

Fonte animal

Que potinho de água, que nada! Esta fonte de água para cães e gatos é simplesmente demais! Seu formato permite que vários bichos bebam ao mesmo tempo, possui filtro a carvão que elimina odores e sabores, tem controle de fluxo ajustável e 5 bicos intercambiáveis. Bastante silencioso, além de garantir um visual pra lá de divertido, a constante circulação da água inibe o crescimento de bactérias e melhora a oxigenação, garantindo mais saúde para o seu bichinho de estimação. Totalmente desmontável para limpeza, custa 47,49 dólares no Amazon.

CONVITE:

IV CIRCUITO NACIONAL DE ASTROLOGIA

É com satisfação que a CNA- Central Nacional de Astrologia, Regional Bahia, convida todas e todos para o seu IV Circuito Nacional, no próximo sábado, dia 14/11/2009, com o tema: Articulações Astrológicas frente aos desafios de novos tempos.

Leiam com carinho a nossa programação e participem. Como sempre, o evento é gratuito e aberto ao público interessado. Desta vez, temos novidades com relação à participação: são 150 lugares que serão preenchidos por ordem de chegada, a partir das 9h30min, no auditório da Biblioteca Pública dos Barris.

Contamos com a presença de vocês e agradecemos sua colaboração divulgando o evento.

Gicele Alakija e Viviane de Santana

Coordenação da Central Nacional de Astrologia Regional Bahia

PROGRAMAÇÃO DA CNA REGIONAL BAHIA
ARTICULAÇÕES ASTROLÓGICAS FRENTE AOS DESAFIOS DE NOVOS TEMPOS
SÁBADO, 14 DE NOVEMBRO de 2009 das 10h00 às 17h00

10h00 - ABERTURA - APRESENTAÇÃO DA CNA - CENTRAL NACIONAL DE ASTROLOGIA Gicele Alakija - Coordenadora da CNA Regional Bahia Viviane de Santana - Coordenadora Adjunta da CNA Regional Bahia

10h30- A GERAÇÃO DOS MESTRES DE LUZ: A RECEPÇÃO MÚTUA AQUÁRIO-PEIXES

Palestrante: Marihita Cocentino

11h00 - COSMOVISÃO ASTROLÓGICA.

O homem é o universo em miniatura. A astrologia revela a correspondência entre o macro e o micro, oferecendo a possibilidade de autoconhecimento, tomando por base o ser humano integrado ao cosmos e aos ciclos em constante mutação.

Focalizadora: Adriana Caldas

11h30 – CONTRIBUIÇÃO DA ASTROLOGIA PARA A CULTURA DA PAZ.

Reflexões sobre práticas conscientes e abrangência na atuação astrológica. Novos mercados, articulações e fundamentos transdisciplinares. Caminhos para a Construção da Cultura de Paz.

Palestrante: Denise Dinigre

12h00 - Respostas às questões do público e sorteio de brindes

12h30- Almoço

13h30- HOMENAGEM PÓSTUMA A VALDENIR BENEDETTI

14h00- CASAS I E VII E O PRINCÍPIO DO DAR E RECEBER.

Palestrantes: Indira de Medeiros e Viviane de Santana

14h45-. ASTROLOGIA VOCACIONAL: EM BUSCA DA HARMONIA E PLENITUDE DA ALMA

Palestrante: Maria Izabel Madureira

15h15-Intervalo, sorteio de brindes.

MENSAGEM ASTROLÓGICA PARA 2010: VÊNUS, O PLANETA DA PAZ. Focalizadora: Gicele Alakija

16h00 – PRÁTICAS RÁPIDAS DE COMO ENCONTRAR A PAZ ATRAVÉS DA RESPIRAÇÃO E DO OLHAR; MEDITAÇÃO CRIATIVA QUE LEVA À AMOROSIDADE.

Focalizadora: Cláudia Resende

16h30 – Respostas às questões do público e encerramento

Local: Biblioteca Pública do Estado da Bahia : Rua General Labatut, 27, Barris.

Evento gratuito e aberto ao público. Oferecemos 150 vagas, que serão preenchidas no dia, por ordem de chegada.

Mais informações através do e-mail: cna.eventos@gmail.com e telefones: 71- 99536858 e 88714364

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Arte superando barreiras

De 13 a 19 de novembro, o Instituto Pensarte recebe a Exposição Itinerante de Kátia Santana, artista plástica que, apesar de ser portadora de paralisia cerebral, desenvolve um expressivo trabalho na área das artes plásticas e está escrevendo um livro sobre suas experiências e reflexões. A mostra faz parte do projeto “Arte superando barreiras”

Com uma pintura que segue sua intuição, Kátia mergulha o pincel nas cores e utiliza o branco como contraste e matéria, conseguindo resultados surpreendentes, sem lançar mão de fundos ou técnicas requintadas.

Se dedicando à pintura de quadros cada vez maiores, a artista executa seu trabalho com pinceladas expressivas e em pouco tempo. Para Ivana Andrés, que é curadora da exposição, “é instrutivo e sugestivo assistir à sua atuação e ver a criatividade fluir espontaneamente de suas mãos que, mesmo deformadas, obedecem aos olhos sensíveis e à inteligência aguçada de artista”.

O projeto “Arte superando barreiras”, aprovado pela Lei Federal de Incentivo à Cultura (Rouanet), contempla não somente a artista plástica Kátia Santana, mas também o músico Evaldo Leoni, portador de deficiência visual. Evaldo Leoni é compositor, arranjador, intérprete e possui uma trajetória de mais de 20 anos, tendo participado de vários festivais. Também integra o grupo Voz e Poesia, junto à cantora Ivana Andrés e ao ator Luciano Luppi. O grupo Voz e Poesia tem se apresentado desde 1996 em teatros e empresas em diversas cidades do Brasil, além de outros países como Chile, Cuba, Espanha e Portugal.

A iniciativa conta com o patrocínio da Gasmig, do Governo Federal e do Ministério da Cultura, e apoio do Impacto Multimídia, Instituto Pensarte, Instituto Artecidadania, Rede Três (Educação e Consultoria para a Sustentabilidade) e CAADE (Coordenadoria Especial de Apoio e Assistência à Pessoa com Deficiência).

A exposição “Arte superando barreiras” pode ser vista na sede do Instituto Pensarte, de segunda a sexta, das 10h às 18h, na Alameda Nothmann, 1029 - Campos Elíseos, em São Paulo. Mais informações pelo telefone (11) 3828-2550. A entrada é gratuita.

Arte/edução como mediação cultural e social

Fruto do Seminário Internacional sobre Mediação Cultural e Social, realizado no Centro Cultural Banco do Brasil (SP), o livro organizado por Ana Mae Barbosa e Rejane Coutinho consolida uma longa pesquisa das autoras, referência quando o assunto é arte no ambiente de ensino.

As organizadoras recolheram os trabalhos apresentados em outubro de 2004, e agora apresentam ao público as diferentes perspectivas apontadas naquela ocasião tendo como parâmetro os trânsitos entre o geral e o particular, as representações institucionais — museus, centros culturais, escolas e organizações sociais — e as que os representam, procurando dar relevo e voz aos interatores, propositores de diversificadas experiências e pesquisas no campo da mediação cultural e social no país.

Ana Mae Barbosa é graduada em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco, mestre em Art Education pelo Southern Connecticut State College e doutora em Humanistic Education pela Boston University. Professora titular aposentada da Universidade de São Paulo, atualmente é docente da Universidade Anhembi Morumbi.

Rejane Galvão Coutinho é graduada em Educação Artística pela Universidade Federal de Pernambuco, mestre e doutora em Artes pela Universidade de São Paulo. Atualmente é professora assistente do Instituto de Artes da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho.

Sobre "Leonardo Brant " http://www.brant.com.br

Pesquisador e consultor de políticas culturais. Presidente da Brant Associados, autor do livro "O Poder da Cultura", entre outros.

E agora, José?

A festa acabou, a luz apagou, o povo sumiu, a noite esfriou, e agora, José ? O poema de Carlos Drummond de Andrade reflete bem a situação do financiamento à cultura no final de um ano pré-eleitoral. Depois de todo o escarcéu em torno da revogação da Lei Rouanet, podemos reafirmar que tudo não passou mesmo de conversa para boi dormir.

Numa turnê digna do Cirque du Soleil, rica e cheia de cenários, piruetas, plumas e paetês, o MinC gastou os tubos com marketing, eventos, publicidade, diárias, hotéis e jantares. Tudo isso para divulgar um projeto que não existia, não existe e jamais existirá. O Profic é um engodo, algo feito para desviar a atenção daqueles que batalham pela sobrevivência artística e já não conseguem mais fazer as suas próprias turnês.

E agora, você ? Você que é sem nome, que zomba dos outros, você que faz versos, que ama protesta, e agora, José?

A matéria de Ana Paula Sousa na Folha de S.Paulo de hoje expõe aquilo que já sabíamos e há muito alertamos os leitores de Cultura e Mercado. Simplesmente o Profic não tem qualquer lastro jurídico, político, técnico. Está parado há 3 meses na Casa Civil. Assim como todos nós, a equipe técnica tem dificuldade de entender a que veio o Profic, além das surpresas que o MinC deixou para a última hora.

Por baixo do tapete do Planalto esconde-se o maior caso de inadimplência institucional que já tivemos notícia em toda a recente história do MinC. Projetos parados, sem avaliação, descuidados, extraviados, sujeitos a diligências surreais. Cada projeto leva de 6 meses a um ano para ser aprovado. O caos instaurado fará com que a captação em 2009 caia a níveis desesperadores. Estima-se que algo em torno de 50% a 60% do que foi o ano passado, já em queda.

Basta circular pelo mercado para saber que o álibi da crise econômica não cola. Já existe um mercado paralelo de aprovação de projetos genéricos, de troca de proponentes, de alteração de rumos de patrocínio, entre outras nobres práticas. Tudo isso para compensar a burrocracia insana do MinC, que resolveu fazer “justiça com as próprias mãos”. Há proponentes vetados, outros que levam canseira, outros sujeitos à legislação em vigor e há também os amigos do rei.

E agora, José ? Sua doce palavra, seu instante de febre, sua gula e jejum, sua biblioteca, sua lavra de ouro, seu terno de vidro, sua incoerência, seu ódio - e agora ?

Por isso a Lei Rouanet anda malfalada nos corredores da Esplanada. Ela virou uma espécie de ex-namorada do governo, alguém que traiu expectativas, frustrou o sonho de artista. Aqueles que a utilizavam deixaram de ser vilões. São vítimas da impiedosa.

Parece mesmo haver uma conspiração para criminalizar aquela se dizia casta e donzela, mas estou certo que não há nenhuma tramóia por trás disso tudo. É incompetência mesmo, falta de compreensão daquilo que representa, na vida de quem faz arte e cultura, a única - prostituta, portanto, pois tem de servir a todos - política de financiamento à cultura do Brasil.

E pelo que tudo indica, assim será até o próximo mandato.

Com a chave na mão quer abrir a porta, não existe porta; quer morrer no mar, mas o mar secou; quer ir para Minas,

Minas não há mais. José, e agora?

Sobre "Leonardo Brant " http://www.brant.com.br

Pesquisador e consultor de políticas culturais. Presidente da Brant Associados, autor do livro "O Poder da Cultura", entre outros.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

O Dia da Consciência Negra está chegando, vamos ver neste ano, o quanto avançamos na questão do preconceito racial!
Manifesto Porta na Cara - Flagrante na agência bancária
Estes meninos não foram notícia de jornal
Afinal, eles não são testemunhas da CPI do DETRAN, do Metrô, nenhum deles tem cartão corporativo, nenhum dos dois arremessou a Isabella pela janela, apenas foram tomados por um sentimento que anda fora de moda ...
SOLIDARIEDADE
Que o dia de hoje tenha bastante calor humano
E que a iniciativa de ajudar esteja sempre presente em nossas vidas!

Projeto que criminaliza a homofobia é aprovado na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado

O Senado Federal deu o primeiro passo para tornar crime a discriminação contra idosos, deficientes e homossexuais. A criminalização da homofobia, que consta do substitutivo da senadora Fátima Cleide (PT-RO) ao Projeto de Lei Complementar nº 122/06 da Câmara Federal, foi aprovada na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado.

O substitutivo foi feito à proposta original de autoria da ex-deputada Iara Bernardi, incluindo na lei já existente que considera como crime a discriminação por racismo, religião ou origem, a punição de atos discriminatórios por sexo, gênero ou orientação sexual.

A proposta voltará agora às comissões de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) e Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e segue depois para o Plenário do Senado. Se for aprovado pelos senadores, o projeto terá que retornar à Câmara dos Deputados para nova apreciação uma vez que foi modificado pelo Senado Federal.

O secretário de Identidade e da Diversidade Cultural do Minc, Américo Córdula, parabenizou a senadora Fátima Cleide pelo substitutivo ao projeto original incluindo, como crime, a discriminação contra idosos, deficientes e homossexuais. “Esperamos, agora, que o Senado Federal possa acatar e promulgar esse Projeto de Lei o mais rápido possível. Não só porque devemos levar em conta que essa população, há muitos anos, reivindica uma proteção contra a discriminação mas, principalmente, porque devemos, todos - sociedade civil e Estado -, trabalhar pelo direito à dignidade, pela promoção do respeito à diferença e à diversidade sexual no país”, declarou o secretário.

Ações do MINC contra a discriminação

A Secretaria de Identidade e Diversidade Cultural do Ministério da Cultura desenvolve, desde 2004, ações que estão inseridas no Programa Brasil sem Homofobia da Presidência da República. Tais ações têm foco no segmento LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transsexuais e Transgêneros). Até agora, seis editais foram lançados pela SID, para realização de concursos e prêmios culturais dentro do Programa de Fomento e Apoio a Projetos Culturais de Combate à Homofobia. O último edital, do Prêmio Cultural LGBT 2009 contemplou 54 iniciativas, de vários estados e municípios, voltadas para o combate da homofobia em todo o Brasil.

Os idosos também têm recebido atenção especial da Secretaria de Identidade e Diversidade Cultural. Em parceria com o Conselho Nacional dos Direitos do Idoso (CNDI) a SID/Minc criou, em 2007, o Prêmio Inclusão Cultural da Pessoa Idosa com o objetivo de valorizar o conhecimento e a experiência dos idosos e ajudá-los a transmitir tais vivências por meio de manifestações culturais. Este Edital, realizado em 2007, contou com a participação de 265 inscritos, sendo que 20 deles foram premiados. Está previsto para 2010 a realização da segunda edição do concurso.

No combate ao preconceito que ainda afeta os deficientes no país, a SID desenvolve ações para incentivar as expressões culturais desse segmento. Uma dessas ações foi a realização da Oficina Nacional para Indicação de Políticas Públicas Culturais para a Inclusão de Pessoas com Deficiência realizada, no Rio de Janeiro, em outubro de 2008. A oficina, com metodologia participativa, envolveu gestores públicos, pesquisadores e pessoas com deficiência e o seu conteúdo resultará na publicação intitulada Nada sobre nós sem nós. A SID quer fazer do documento um instrumento de referência para a elaboração de políticas públicas culturais que beneficie este segmento.

Heli Espíndola - Comunicação/SID

Comunicação SID/MinC

Telefone: (61) 2024-2379

E-mail: identidadecultural@cultura.gov.br

Site: http://www.cultura.gov.br/sid

Blog: http://blogs.cultura.gov.br/diversidade_cultural/

Twitter: http://twitter.com/diversidademinc

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Novembro, mês da Consciencia Negra

Campanha da ONU premia 4 fotos do Brasil

Concurso elegeu 50 fotografias de 27 países que mostram ações em prol do desenvolvimento; exposições reúnem as imagens vencedoras

Quatro fotos tiradas no Brasil estão entre as 50 imagens vencedoras da campanha Humanizando o Desenvolvimento. O concurso recebeu mais de 2 mil fotos e escolheu as que melhor mostraram exemplos de superação de dificuldades sociais. A iniciativa é promovida pelo IPC-IG (Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo), órgão do PNUD em parceria com o governo brasileiro.

Todas as 50 selecionadas estão em uma exposição inaugurada em 4 de novembro, na sede do IPC-IG em Brasília. Outras exibições vão ser feitas na África do Sul, Estados Unidos, Alemanha e Tailândia a partir de fevereiro de 2010. A organização da campanha ainda negocia a presença das fotos em mostras em Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo. Em seguida, passarão por diferentes museus brasileiros e de outros países. Há planos de que a exposição visite a África do Sul, a Alemanha, a Tailândia, a Inglaterra e os Estados Unidos.

Uma das imagens brasileiras (a que está no topo deste texto), feita pelo fotógrafo Reyner Araújo, mostra crianças brincando livremente numa creche, usando pedaços de madeira e latas vazias.

Outra, de Arthurs Calasans, destaca uma menina em cadeira de rodas numa escola. A surpresa é que a aula é de balé. A garota veste o collant cor de rosa de bailarina e ergue os braços na coreografia, junto com as outras crianças.

Há também uma cena em Campinas, clicada por Luiz Roberto Alves de Lima, em que duas estudantes olham através de microscópios. Elas participam de um projeto de conservação do Rio Atibaia, que passa pela região.
A foto de uma aula de artesanato com mulheres de baixa renda também foi selecionada. Na imagem de James Gilbert, elas aprendem as técnicas enquanto seus filhos têm aulas especiais numa creche.
Ao todo, as imagens vencedoras vêm de 27 países diferentes. A Índia foi o principal cenário das fotos. Nove das vencedoras foram clicadas no país asiático. Uma delas, de Rahul Kumar, mostra uma sala de aula repleta de mulheres indianas em Bihar, uma das regiões menos desenvolvidas. Elas fazem um curso preparatório para entrarem na faculdade de engenharia.

A seleção das fotos considerou a qualidade da imagem e a forma como elas representavam os temas propostos. Foram três eixos temáticos: crescimento inclusivo, igualdade de gênero e agenda democrática.

Mais de 1,5 mil imagens que a campanha considerou pertinentes aos temas, incluindo as vencedoras, vão integrar um banco de dados das Nações Unidas e poderão ser usadas em diversas publicações.

Veja todas as 50 fotos vencedoras no site da campanha Humanizando o Desenvolvimento

Fonte: PNUD

Vinte anos da queda do muro de Berlim: 9/11/2009

Há 20 anos a Alemanha vivia uma realidade completamente diferente. Uma realidade que nem todos conhecemos hoje em dia mas que muitos ainda se lembram de cor: a Guerra Fria, o mundo dividido em dois pela oposição entre capitalismo e comunismo emblematicamente representado pela expressão "cortina de ferro" usada por Churchill que haveria de se tornar tristemente célebre. O epicentro deste antagonismo residia em Berlim, no muro de 66,5 km de comprimento com fortificações, gradeamento metálico e 302 torres de vigia.
O dia 9 de Novembro de 1989 é assinalado como o símbolo desta mudança – da queda do muro de Berlim e de toda a URSS. Era o início do fim que já vinha sendo anunciado há mais de dois anos, mas que ainda havia de durar mais dois, até que em Dezembro de 1991 Mikhail Gorbatchev anunciasse o fim da URSS.

No entanto, este dia poderia nunca ter acontecido. Ou ter acontecido de forma completamente diferente. Ao longo de todo o ano de 1989 houve uma fuga em massa para a Europa Ocidental de alemães de Leste, através da Hungria, já que este país tinha eliminado as fronteiras físicas com a Áustria. Em Setembro gritava-se nas ruas de Berlim Oriental “Wir wollen raus”, como quem diz “queremos sair” e no início de Novembro os protestos em Berlim leste já contavam com um milhão de pessoas.

Numa tentativa de aligeirar tensões, o governo da República Democrática Alemã decidiu, a 9 de Novembro, permitir a saída dos refugiados para a parte ocidental do país, incluindo Berlim. A medida deveria tomar efeito a 17 do mesmo mês. Contudo, o porta-voz que anunciou a nova medida não sabia de todos os fatos: quando lhe perguntaram no final da conferência quando é que a nova regulação seria posta em prática, ele respondeu “imediatamente”.

Vítimas de tentativas de travessia não autorizadas

Depois disto, o tumulto. A declaração foi também noticiada do outro lado do mundo e centenas de alemães – de um lado e de outro – reuniram-se junto ao muro, exigindo a abertura das portas. Os guardas, que não tinham sido notificados, foram obrigados a deixá-los passar, não recorrendo à violência. O muro não caiu literalmente nesse dia, mas nos dias que se seguiram cidadãos de ambos os lados ajudaram à destruição das fronteiras que durante tantos anos os tinham apartado.

A cidade de Berlim celebra o 20º aniversário da queda do muro com o “Festival of Freedom”, no qual se vai derrubar um muro de dominós, colocado ao longo da cidade, onde 20 anos antes se encontrava o original. Existe ainda um projeto internacional comemorativo, que consiste em enviar 20 tijolos de Berlim para diversos pontos no mundo onde ainda subsistem problemas de fronteiras para que os artistas locais se expressem neles.

Fonte: Obvious

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Exposição Pérolas Imperfeitas de David Glat, HOJE, segunda-feira 9/11, no MAM/BA
O SORVETE DE BAUNILHA E A GM
Olhem como qualquer reclamação de um cliente pode levar a uma descoberta totalmente inesperada. A história começa quando o gerente da divisão de carros da Pontiac, da GM dos EUA, recebeu uma curiosa carta de reclamação de um cliente:
“Esta é a segunda vez que mando uma carta para vocês, e não os culpo por não me responder. Eu posso parecer louco, mas o fato é que nós temos uma tradição em nossa família, que é a de comer sorvete depois do jantar. Repetimos este hábito todas as noites, variando apenas o tipo do sorvete, e eu sou o encarregado de ir comprá-lo. Recentemente comprei um novo Pontiac e desde então minhas idas à sorveteria se transformaram num problema. Sempre que eu compro sorvete de baunilha, quando volto da loja para casa, o carro não funciona . Se compro qualquer outro tipo de sorvete, o carro funciona normalmente. Os senhores devem achar que eu estou realmente louco, mas não importa o quão tola possa parecer minha reclamação. O fato é que estou muito irritado com meu Pontiac modelo 99″.
A carta gerou tantas piadas do pessoal da GM que o presidente da empresa acabou recebendo uma cópia da reclamação. Ele resolveu levar a sério e mandou um engenheiro conversar com o autor da carta.
O funcionário e o reclamante, um senhor bem-sucedido na vida, foram juntos à sorveteria no fatídico Pontiac. O engenheiro sugeriu sabor baunilha para testar a reclamação e o carro efetivamente não funcionou. O funcionário da GM voltou nos dias seguintes, à mesma hora, e fez o mesmo trajeto, e só variou o sabor do sorvete. Mais uma vez, o carro só não pegava na volta, quando o sabor escolhido era baunilha.
O problema acabou virando uma obsessão para o engenheiro, que passou a fazer experiências diárias, anotando todos os detalhes possíveis, e depois de duas semanas chegou a primeira grande descoberta.
Quando escolhia baunilha, o comprador gastava menos tempo, porque este tipo de sorvete estava bem na frente. Examinando o carro, o engenheiro fez nova descoberta: como o tempo de compra era muito mais reduzido no caso da baunilha em comparação com o tempo dos outros sabores, o motor não chegava a esfriar. Com isso os vapores de combustível não se dissipavam, impedindo que a nova partida fosse instantânea.
A partir deste episódio, a Pontiac mudou o sistema de alimentação de combustível e introduziu a alteração em todos os modelos a partir da linha 99. Mais que isso, o autor da reclamação ganhou um carro novo, além da reforma do que não pegava com sorvete de baunilha. A GM distribuiu também um memorando interno, exigindo que seus funcionários levem a sério até as reclamações mais estapafúrdias, "porque pode ser que uma grande inovação esteja por atrás de um sorvete de baunilha" diz a carta da GM.
Nota: como em todas as lendas, os dados são imprecisos. Segundo Cone of Silence, essa história teria surgido na década de 70 nos Estados Unidos.
Fonte: CTRL+PELS
Evento resgata relação ancestral entre o Brasil e Benin
Para difundir e valorizar os costumes do Benin, a Fundação Cultural Palmares promove a Semana de Cultura do Benim na Bahia. O evento acontecerá em Salvador entre os dias 19 e 22 de novembro com diversas atividades culturais que envolvem música, dança, cinema, culinária e debates com o intuito de resgatar as relações ancestrais entre os dois países.
Esse é o primeiro evento de intercâmbio e a previsão é que em março de 2010 seja realizada a Semana da Bahia no Benin. Esses acordos celebram o entendimento no âmbito artístico e cultural, mas também políticos entre o Brasil e o Benin.
Grande parte dos afrodescendentes brasileiros vem do Benin, que também é o berço do candomblé. Ainda hoje em Porto Novo, capital do país africano, existe uma comunidade de afro-brasileiros - os Agudás - descendentes dos últimos escravos vindos do Benin para Salvador pouco antes da Abolição da Escravatura e que puderam voltar para a África. Sem se sentirem africanos ou brasileiros, formaram essa nova comunidade e passaram a cultivar um misto entre a cultura de origem e a construída no Brasil.
Apesar da língua oficial ser o francês há, entre os Agudás, muitos dos costumes brasileiros, como o carnaval, as construções das casas e sobradinhos, a festa de São Cosme e São Damião e a lavagem da escadaria do Bonfim, em Salvador. Em Porto Novo, no final de janeiro, é celebrada a missa da Irmandade Brasileira de Nosso Senhor do Bonfim, na catedral de Notre Dame. Alinhar ao centro

domingo, 8 de novembro de 2009

Publicado originalmente no Setaro's Blog

Leonel Mattos a 24 quadros por segundo
por Andre Setaro
Tuna Espinheira não é um realizador que gosta de dormir de touca. Embora sempre a enfrentar imensas dificuldades para concretizar seus projetos (a luta pela continuidade de exibição de Cascalho ainda continua), acaba de realizar um novo documentário, Leonel Mattos a 24 quadros por segundo. Recebi um release sobre o filme, que transcrevo ipsis literis:
"Leonel Mattos a 24 quadros por segundo é o mais novo documentário do cineasta Tuna Espinheira, que durante dez minutos narra a trajetória artística do artista plástico baiano Leonel Mattos.
O projeto foi premiado em concurso do Ministério da Cultura (MINC), e realizado por uma equipe 100% baiana: produção executiva: Yara Maria Espinheira;
direção de fotografia: Claude Santos; operador de câmera: Roque Araújo;
direção de arte: Lígia Aguiar; projeto gráfico: Davi Caramelo; montagem: Claude Santos/Tuna Espinheira; edição: Claude Santos; narração: Maria Rosa Espinheira; trilha musical: Aderbal Duarte; roteiro, texto e direção: Tuna Espinheira; assistente de direção: Mônica Bahia.
O filme foi rodado em diversas locações da cidade de Salvador, como Boca do Rio, Monte Serrat, Museu de Arte Moderna da Bahia, (MAM), nas praças da Piedade e Campo Grande, Feira de São Joaquim entre outras.
Esta não é a primeira vez que o diretor do longa-metragem Cascalho - lançado neste ano em Salvador e Feira de Santana - explora o mundo das artes plásticas. O artista Bel Borba foi o personagem do curta-metragem O Bruxo Bel Borba, produzido no ano de 2000 e vencedor do XI Cine Ceará (Fortaleza).
Sobre o Artista
Leonel Mattos é uma das mais singulares expressões das artes plásticas da Bahia, com contundente repercussão fora do seu Estado e além das fronteiras do país.
No currículo, inúmeras exposições em Galerias, Salões de Arte, Bienais e Mostras diversas. Artista premiado e reconhecido pelos bons nomes da Crítica Especializada, como Ferreira Gullar, Radha Abramo, Olívio Tavares de Araújo, Matilde Matos, Olney Kruse, são alguns dos nomes de peso que, já analisaram, com entusiasmo, a sua obra.
Antenado com o seu tempo, jamais se contentou apenas com o pincel e o cavalete. Embrenhou-se no aprendizado das diversas técnicas que a sua arte permite: Intervenções urbanas, instalações, esculturas, etc.
Levado, compulsoriamente, pela sua natureza impulsiva, irrequieta, foi um dos primeiros, ao lado de Bel Borba, a realizar intervenções nas ruas, democratizando, para o olhar dos passantes, uma exposição permanente, a céu aberto, legando a todos, uma visão de grande força estética. Aqueles muros, paredes, postes, viadutos, pontes, etc, depois de pintados, desenhados, coloridos, mudavam a cara da cidade e, para os seus viventes que transitavam por ali, trazia uma abençoada alegria para a suas retinas tão fatigadas do cotidiano opaco.
Durante três anos e seis meses, vítima de um processo de conotações Kafkianas, o nosso artista de vôo livre, esteve encerrado na Penitenciária Estadual. Convivendo com os condenados, responsáveis pelos crimes mais brandos e os mais graves delitos. Promoveu nestes tempos de horror, várias oficinas de aprendizado das técnicas no reino das artes plásticas, ajudando a elevar a auto-estima, dele próprio e dos companheiros de cárcere. Muitos destes presos se apegaram ao fazer artístico. Como produto da memória das trevas, Leonel, já em liberdade, organizou a sua mais contundente, aclamada e premiada exposição, a qual deu o nome sugestivo de Caixa Preta.
Leonel Mattos, pela compulsão da arte e da diversidade dos seus fazeres, inclui-se naquela definição Marioandradiana: “Eu sou trezentos, sou trezentos e cinqüenta”.
Este filme é o registro documental, em 24 quadros por segundo, deste viajante e suas passagens pelas estações de alto e baixo astral, sem perder a utopia."
Ficha Técnica
Documentário: Leonel Mattos A 24 Quadros Por Segundo
Duração: 10 minutos
Produção Executiva: Yara Maria Espinheira
Direção de Fotografia: Claude Santos
Operador de Câmera: Roque Araújo
Direção de Arte: Lígia Aguiar
Projeto Gráfico: Davi Caramelo
Montagem: Claude Santos/Tuna Espinheira
Edição: Claude Santos
Narração: Maria Rosa Espinheira
Trilha musical: Aderbal Duarte
Roteiro, texto e direção: Tuna Espinheira
Assistente de Direção: Mônica Bahia
Contato:
Tuna Espinheira – (71) 3359- 4480/ 8853-4480
Publicado originalmente no Setaro's Blog

sábado, 7 de novembro de 2009

Concurso público da Embasa oferece 2.270 novas vagas

A Embasa publica nesta sexta, no Diário Oficial do Estado, o edital para provimento de 2.270 vagas por meio de concurso público. São 367 vagas para nível superior, 283 para nível técnico e 1.620 vagas para nível médio, distribuídas nas unidades da empresa da capital, Região Metropolitana de Salvador (RMS) e interior. Os salários variam entre R$ 883,10 e R$ 4.091,60. As inscrições poderão ser feitas de 13 de novembro a 8 de dezembro deste ano, por meio do site da Cespe/UnB.

As provas objetivas, de caráter eliminatório e classificatório, serão realizadas em 24 de janeiro de 2010 para todos os candidatos às vagas descritas no edital. A avaliação de títulos contará como pontos na classificação dos candidatos de nível superior. Provas prática e de esforço físico terão caráter eliminatório para algumas funções de ensino médio.

Os candidatos às vagas de nível superior devem ter formação em direito, administração de empresas, várias áreas da engenharia, economia, contabilidade, comunicação social (relações públicas e jornalismo), design gráfico, biologia, química, análise de sistemas, arquitetura, serviço social, enfermagem do trabalho, medicina do trabalho, arqueologia e ciências sociais.

Para os cargos de nível técnico, exige-se formação nas áreas de contabilidade, automação e controle industrial, edificações, eletromecânica, eletrotécnica, eletrônica, enfermagem do trabalho, segurança do trabalho, manutenção veicular, meio ambiente, programação e suporte de TI, química e saneamento.

Ensino médio - Os candidatos que concluíram o ensino médio podem concorrer a vagas para as funções de agente de manutenção, agente de medição, assistente de informática, assistente de laboratório, assistente de serviço administrativo, desenhista, eletricista, mecânico, monitor de obras e serviços, operador de processo de água e esgoto e operador de equipamentos pesados.

O valor da inscrição é de R$ 40, para os cargos de nível médio, R$ 60, para os de nível técnico, e R$ 90, para as funções de nível superior. O pagamento deve ser feito até 10 de dezembro.

Os últimos concursos realizados pela Embasa aconteceram em 1997 e 2004. Em 1997, 81 engenheiros e técnicos ingressaram na empresa e, em 2004, 760 vagas foram ocupadas por profissionais de níveis médio, técnico e superior em diversas áreas.

Fonte: Jornal A TARDE ONLINE

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Cantor Dão e grupo Instituto abrem hoje, sexta-feira, 06/11, o "Música em Todos os Ouvidos"

foto: Rosângela Guedes

NOITE DA BLACK MUSIC

INSTITUTO (SP) E DÃO (BA)
Quando: Hoje, dia 6 (sex), 20h

Local: Praça Pedro Arcanjo - Pelourinho

Os ingressos serão vendidos no próprio local, a partir das 16h a preços populares: R$ 10 e R$ 5

Ético, é assim que a gente deve ser

Este é o “bordão” que ouço todos os dias na rádio CBN (sou muito mais do rádio do que da televisão) quando relatam situações em que se deve agir com ética.

Apoiada neste bordão pergunto: Como ensinamos ética para nossos filhos?

No meu modo de perceber devemos ensinar ética com exemplos. De nada adianta dar conselhos e orientações e no momento do “agir” o comportamento é totalmente diferente.

Nossos filhos são nossos espelhos. Tudo o que fazemos é imitado por eles.

As crianças estão em processo contínuo de formação e se falamos de forma agressiva com ela, ou com o outro ao nosso redor, estamos ensinando que a maneira correta de falar com os outros é de forma agressiva. Quando a criança se dirige a nós de forma agressiva, reagimos com mais agressividade ainda, pois ficamos indignadas com este comportamento. Na verdade, não nos damos conta de que ela está seguindo o nosso exemplo.

Por esta razão temos que estar sempre atentos/as às nossas condutas.

Devemos ter a Ética sempre muito presente.

Um dos bons caminhos para agirmos com Ética é sempre nos colocarmos no lugar do outro: “Será que eu gostaria que isso acontecesse comigo?”

“O que não gostamos para nós não fazemos para o outro.”

Ao refletirmos sobre estas frases nos deparamos com o “respeito”. O Respeito é a base da Ética.

Se tivermos o “respeito” sempre, estaremos no caminho certo para agirmos com Ética.

Plantas e superstições
05/11/2009
Plantas que dão proteção são famosas na CDD

Que tal duas plantas que dão pouco trabalho na hora de cuidar e ainda por cima espantam olho gordo e inveja? Segundo a crença nas favelas do Rio combine em um vaso essas duas: "Espada de São Jorge" e "Comigo Ninguém Pode". Além de enfeitar o ambiente, elas têm o poder de proporcionar proteção, segundo os mais velhos, e pessoas ligadas às crenças afro-brasileiras.

A Sansevieria trifasciata ou "Espada de São Jorge" é uma planta de origem africana e já foi odiada pelos escravos na época do Brasil colonial, porque ela servia como chicote para os castigos corporais. As suas principais características são: a resistência ao frio e calor e dispensa o uso de produtos de fertilização.

Já a Dieffenbachia picta Schott ou "Comigo ninguém pode" tem o poder de quebrar energias negativas e traz prosperidade para o ambiente, segundo a crença popular. Alguns dizem que ela espanta maus espíritos e que seu uso, em conjunto com a "Espada de São Jorge", também quebra feitiços com suas folhas vistosas e pigmentadas. Mas é bom ter cuidado ao manuseá-la, principalmente em casas onde tenham crianças, pois segundo alerta da Sociedade Brasileira de Dermatologia, o Oxalato de Cálcio substância branca e viscosa (látex) encontrada na planta pode causar, se ingerido, edema na garganta levando a asfixia e em alguns casos até a morte.

Nas favelas do Rio, como na Cidade de Deus, essas plantas são muito populares. Alguns moradores cultivam nas portas de suas casas em vasos de plásticos, latas de ferro ou até mesmo em canteiros especialmente criados para elas, já que o mais importante é colocá-las na frente de casa.

Cenilton aprendeu com a avó
Na localidade do Pantanal 2, Cenilton Vicente da Cruz, 62 anos, aposentado e comerciante, cultiva há dez anos as duas espécies. "Um amigo meu, depois que ficou sabendo que eu iria abrir um minimercado, falou para colocar as plantas na porta de entrada para espantar os olhos gordos e os vizinhos seca pimenteiras", conta.

Neto de Dona Geraldina, que era rezadeira e parteira, Cenilton lembra do tempo que a avó cultivava as plantas em seu quintal. "Foi aí que tive o primeiro contato com essas espécies, porque minha avó rezava crianças e adultos".

O vaso improvisado de lata à direita da entrada do seu comércio não chama muito atenção, mas quem conhece o papel delas entende muito bem o que Cenilton quer. "Trabalhar na favela não é fácil e ter comércio é mais difícil ainda", afirma o comerciante.

Cenilton vê nas plantas a saída quando uma situação está complicada, por isso cuida muito bem da "Espada de São Jorge" e da "Comigo ninguém pode". Semanalmente rega as plantas, poda as folhas velhas e amareladas e observa se a lata suporta a raiz.

Cenilton não esconde a sua paixão pelas plantas supersticiosas, mas confessa que em casa não pode cultivá-las porque a esposa, Amália, e a filha, Elaine, são evangélicas e não encaram com bons olhos as famosas plantas.

Já Delmir Costa de Souza, 33 anos, ganhou de uma vizinha a "Comigo ninguém pode" e acredita que a planta absorve toda as energias negativas ao redor da casa: "Essa vizinha disse que todo o mal é absorvido e acaba se refletindo nas folhas que ficam danificadas chegando até a rasgar", afirma Delmir.

Mãe Beth usa "Espada de São Jorge" nos cultos

A Mãe de Santo Elizabeth Marinho dos Santos, 40 anos, ou mãe Beth como é conhecida na comunidade, é praticante do Candomblé há 27 anos e aos nove aprendeu com sua mãe sobre a cultura de plantas medicinais.

"A crença nessas plantas são baseadas nas lendas da mitologia dos Orixás. A planta mais utilizada nos cultos é a famosa "Espada de São Jorge", explica.
Não é somente os adultos que acreditam nos poderes mágicos das plantas. O adolescente Kaique dos Santos Gomes, 16 anos, crê na proteção das plantas. O jovem, que é adepto da Umbanda, diz que algumas plantas são usadas para fazer uma limpeza espiritual: "Acredito muito na crença das plantas, porque é algo que atravessa gerações", diz Kaique.
Jamil comercializa plantas medicinais

O comerciante de produtos religiosos Jamil Barbosa Filho, 25 anos, atua na beira da Avenida Edgard Werneck há três anos, mas desde abril montou uma banca com caixotes de feira livre para comercializar todo tipo de planta medicinal: cana do brejo (indicada para doenças dos rins e diabetes) e cavalinha (indicada para quem quer emagrecer).

Seus principais fornecedores, chamados “erveiros”, abastecem seu estoque toda semana. Segundo ele, as mais procuradas são: "Abre Caminho", "Alevante", "Espada de São Jorge" e "Comigo ninguém pode". Seus principais clientes são pessoas ligadas às religiões africanas que compram para fins religiosos.

"Muitas pessoas discriminam a forma de cultivar essas plantas, pois têm preconceito e acham que elas são usadas exclusivamente pelas religiões africanas. Muitas pessoas desconhecem que há muitos estudos mostrando o uso medicinal de algumas plantas", argumenta.

* Michel Fernandes é aluno da Oficina Multimídia oferecida pelo Viva Favela e correspondente da Cidade de Deus.

Fonte: Viva Favela

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Agenda 20, da Fundação Cultural Palmares, que durante todo o mês de novembro terá atividades culturais comemorativas ao Dia da Consciência Negra, em 20 de novembro.
Hoje (5) o Seminário A Pequena África e seus Personagens, no Rio de Janeiro, abre a Agenda 20, da Fundação Cultural Palmares, que durante todo o mês de novembro terá atividades culturais comemorativas ao Dia da Consciência Negra, em 20 de novembro. Ao todo serão 20 manifestações culturais em 12 cidades brasileiras - 15 selecionados pelo Edital Nacional de Idéias Criativas e cinco concebidos pela Fundação especialmente para esse mês.
Entre as atividades seminários, lançamento de livros, cinema, música, dança, culinária, contadores de histórias e várias outras performances. Os eventos acontecem até o dia 30.
Na Bahia as comemorações começam no dia 19, com a abertura da Exposição O Benin está vivo ainda lá, que integra a Semana do Benin na Bahia, até o dia 22. Em Alagoas, na Serra da Barriga, em União dos Palmares, o Dia Nacional da Consciência Negra terá a participação das Mulheres de Axé - representantes de templos de matriz africana que se destacam em todo o país por sua atuação na preservação e divulgação da religião. Elas farão, ao raiar do dia, a cerimônia de Iségún Káwójuba, em reverência aos ancestrais africanos. Além disso cerca de 120 lideranças das comunidades quilombolas do estado estarão reunidas no auditório da Prefeitura Municipal de União.
  • Confira a programação de sua cidade.
  • Convenção da Unesco

    Encontro Internacional sobre a Diversidade Cultural é realizado em Salvador

    Salvador sedia o 1º Encontro Internacional da Diversidade Cultural de 5 a 8 de novembro. O evento, que acontece pela primeira vez no Hemisfério Sul, será palco também do II Congresso da Federação Internacional das Coalizões pela Diversidade Cultural que reunirá representantes de 45 países de vários continentes, entre cineastas, escritores, músicos e artistas em geral.

    O ministro da Cultura, Juca Ferreira, que participa do encontro, fará palestra na sexta-feira, dia 6, com o tema A Convenção da Unesco para a Proteção e a Promoção da Diversidade de Expressões Culturais: progressos realizados e futuros desafios. O papel da sociedade civil.

    Acompanham o ministro, o secretário executivo, Alfredo Manevy, e o secretário da Identidade e da Diversidade Cultural do MinC, Américo Córdula; além do secretário de Cultura da Bahia, Márcio Meirelles, do presidente da Federação Internacional das Coalizões pela Diversidade Cultural, Rasmana Quedraogo, e do presidente da Coalizão Brasileira, Geraldo Moraes.

    Realizados com recursos do Fundo Nacional de Cultura do Ministério da Cultura e com o apoio da Secretaria de Cultura da Bahia, o II Congresso e o Encontro discutirão a implantação da Convenção da Unesco sobre a Proteção e Promoção da Diversidade das Expressões Culturais nos 103 países que a integram. A Convenção foi aprovada em 2005 pela Assembléia Geral da Unesco. No Brasil, o instrumento internacional foi ratificado em agosto de 2007.

    Convenção da Unesco

    A Convenção tem como principais objetivos a valorização e o fortalecimento de culturas regionalistas e populares num contexto de mundo globalizado. Os dois encontros discutirão as políticas públicas praticadas hoje em todo o mundo e as ações desenvolvidas pela sociedade civil dentro do processo para a promoção da diversidade das expressões culturais.

    No encerramento do I Encontro, haverá apresentação, por parte dos participantes, de ações para a concretização da Convenção da Unesco sobre a Proteção e Promoção da Diversidade das Expressões Culturais.

    A Federação Internacional das Coalizões pela Diversidade Cultural (FICDC) é uma das entidades civis integrantes da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e Cultura (Unesco), e tem representantes em vários países. Participarão do Congresso integrantes das coalizões da Venezuela ( Rafael Fariñas), do Paraguai (Alejandra Diaz), da Suíça (Beat Santschi), e da França (Claude Michel), além do presidente da FICDC, Rasmana Quedraogo, que é do país africano de Burkina Faso. A primeira Coalizão pela Diversidade Cultural foi criada na cidade de Sevilha, na Espanha, em 2007.

    O evento, cuja participação é aberta ao público, terá ainda como destaques o cineasta coreano Yang Gi-Hwan, o secretário-geral da Federação Internacional dos Músicos, Benoit Machuel, e o representante do Congresso Brasileiro de Cinema, Rosemberg Cariri.

    O evento acontece no Hotel Sol Vitória e os interessados podem se inscrever e acompanhar a programação pelo site www.eidc.com.br ou pelo telefone (71) 3117-1442.

    Heli Espíndola, Comunicação SID/MinC

    Palmares celebra o Dia Nacional da Cultura com exibição especial do filme Besouro

    Palmares celebra o Dia Nacional da Cultura com exibição especial do filme Besouro: da capoeira nasce um herói
    Para celebrar o Dia Nacional da Cultura, a Fundação Cultural Palmares apresenta uma sessão especial do filme Besouro: da capoeira nasce um herói, do diretor João Daniel Tikhomiroff, hoje (5), às 19h no Museu da República. A abertura do filme contará com a presença do Ministro da Cultura, Juca Ferreira, do presidente da Palmares, Zulu Araújo, do diretor do filme e dos artistas do elenco Flávio Rocha, José Carlos Santos (Zebrinha), Leno Sacramento e Sérgio Laurentino, que conversarão com o público após a apresentação do filme.
    Pela manhã o ministro Juca Ferreira e o presidente da Palmares Zulu Araújo, participam da sessão solene que acontece no plenário da Câmara dos Deputados, às 11h para marcar o Dia Nacional da Cultura. A sessão é parte da Semana da Cultura no Congresso Nacional que tem o objetivo de apoiar a aprovação de projetos de lei estratégicos que visam o desenvolvimento da cultura brasileira e que tramitam no legislativo. Além dos artistas do filme que já estão em Brasília, outros artistas brasileiros já confirmaram presença na sessão de mobilização em prol da cultura brasileira.
    "Estamos participando da celebração do Dia Nacional da Cultura, junto com o Ministério, trazendo uma das manifestações culturais mais conhecidas do mundo, a capoeira - que já é patrimônio cultural brasileiro e estamos trabalhando para que vire patrimônio cultural da humanidade - em uma linguagem cinematográfica. É uma manifestação de origem negra, mas que hoje é de todos os brasileiros e parte da diversidade cultural de nosso país formada pela influência de vários povos e suas culturas", expressa Zulu Araújo.

    Curso de Língua Yorubá

    A Biblioteca Abdias do Nascimento - Espaço BNB de Incentivo à Cultura informa que estão abertas inscrições para a nova turma do curso de Língua Yorubá oferecido pela instituição. As inscrições seguem até o próximo dia 19 de novembro e as aulas terão início na semana seguinte, com aulas às terças e quintas feiras das 19 às 21h e aos sábados, das 9 às 10:30h.
    O VALOR PROMOCIONAL DA MENSALIDADE DO CURSO É DE R$ 25,00.
    POUQUÍSSIMAS VAGAS!!!
    Os interessados deverão entrar em contato pelo telefone (71) 8730-6062 ou por e-mail: iya_ccan@yahoo.com.br
    O projeto “Novembro – Música em Todos os Ouvidos” chega a sua 3ª edição e apresenta uma programação diversificada de shows, debates e oficinas durante todo o mês.
    O projeto “Novembro – Música em Todos os Ouvidos” começa no próximo dia 06 de novembro e apresenta shows de grupos e artistas de destaque no cenário musical nacional no Pelourinho, além do III Fórum de Música, Mercado e Tecnologia, com palestras e oficinas. O projeto tem como objetivo a integração de artistas baianos com nomes de destaque da música contemporânea brasileira e o debate e desenvolvimento da cadeia produtiva da música no estado.
    O Mês da Música é uma realização da Fundação Cultural do Estado da Bahia – FUNCEB, em parceria com Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas – SEBRAE, o Instituto Cultural Brasil Alemanha – ICBA, o Pelourinho Cultural (IPAC) e o Instituto de Rádio Difusão Educativa da Bahia – IRDEB.
    Neste ano o tema do Fórum de Música, Mercado e Tecnologia, que acontece de 10 a 14 de novembro, no ICBA, será Organização e Fortalecimento de Redes de Trabalho na Área Musical e tem como destaque os “Laboratórios Criativos”, cursos de nove horas de duração com os representantes do Espaço Cubo (MT), Circuito Fora do Eixo (MT) e do Fórum da Música de Minas Gerais (MG). “A proposta do Fórum de Música, Mercado e Tecnologia é a de ser um ponto de encontro para quem quer debater modelos de articulação de redes de trabalho para criação, produção e difusão musical no mercado nacional e internacional”, explica o Diretor de Música da FUNCEB, Gilberto Monte.
    O encerramento, no dia 14, será composto por palestras sobre os temas “Indústrias Culturais e a Economia da Música”, com representantes do MINC e SECULT, e “Redes: Música e Ativismo”, com o pernambucano H.D.Mabuse, Jeder Janotti e Cláudio Manoel.
    A programação de shows aposta mais uma vez na diversidade e a programação temática traz a Salvador artistas do mercado de médio porte, que têm trânsito no circuito independente. Os shows acontecerão no Largo Pedro Arcanjo e na Praça Tereza Batista, no Pelourinho, com ingressos a R$ 10 e R$ 5.

    Atrações como Tiê (SP), Macaco Bong (MT), Mariana Aydar (SP), Maria Gadú (RJ), Orquestra Brasileira de Música Jamaicana (SP) e Instituto (SP) dividirão os palcos com nomes promissores da música do Estado como Dão, Márcia Castro, Retrofoguetes, Manuela Rodrigues e Orkestra Rumpilezz. Um destaque de 2009 é a parceria com o estado de Minas Gerais, através do programa Música Minas, que trará à programação desse ano a cantora Marina Machado.

    "NOVEMBRO – MÚSICA EM TODOS OS OUVIDOS"

    CONHEÇA A PROGRAMAÇÃO DE SHOWS

    Assim como na edição anterior, cada dia de show acompanha uma temática, buscando diversificar a programação e trazer grupos e artistas em destaque no cenário nacional pela primeira vez a Salvador.

    NOITE DA BLACK MUSIC

    INSTITUTO (SP) E DÃO (BA)
    Quando: 6 (sex), 20h
    Local: Praça Pedro Arcanjo

    Na abertura da programação, Salvador receberá pela primeira vez o show do coletivo Instituto. O show faz parte do aclamado projeto de releitura do CD Racional, de Tim Maia, e conta com participações ilustres como a do BNegão, Carlos Dafé e Kamau. O show de abertura será do cantor Dão, que lançou o disco “Para Embelezar a Noite” em 2009.

    NOITE DAS CANTORAS 1

    TIÊ (SP)/ MARINA MACHADO (MG)/ MANUELA RODRIGUES (BA)
    Quando: 7 (sab), 20h
    Local: Praça Tereza Batista

    As cantoras Tiê e Marina Machado são as atrações principais do segundo dia programação. Tiê é um dos nomes de destaque da cena paulistana e tem chamado a atenção da mídia brasileira. Marina Machado faz parte da nova geração de músicos de Minas Gerais e este espetáculo integra o programa Musica Minas, parceiro do “Novembro – Musica em todos os ouvidos”. Manuela Rodrigues tem sido elogiada por diversos curadores de festivais e projetos e deve lançar novo disco ainda esse ano, sob produção de Tadeu Mascarenhas.

    NOITE INSTRUMENTAL INDIE

    COOPERATRONIX (MAQUINADO (PE) + GUIZADO (RJ))/ MACACO BONG (MT)/ RETROFOGUETES (BA)
    Quando: 11 (qua), 20h
    Local: Praça Pedro Arcanjo

    A terceira noite apresenta dois shows para quem gosta de guitarras, com Cooperatronix e Macaco Bong, ambos se apresentando pela primeira vez na Bahia. Cooperatronix é um projeto formado pelo “Maquinado”, projeto solo do guitarrista da Nação Zumbi, Lúcio Maia, junto ao trompetista carioca Guizado. Macaco Bong é um trio instrumental do Mato Grosso que tem ganhado enorme notoriedade no cenário nacional e internacional. O grupo é um dos nomes do festival Planeta Terra 2009 e irá tocar no mesmo dia do Sonic Youth e Primal Scream. A banda baiana Retrofoguetes será a anfitriã da festa tocando o repertório do CD “Chachachá”, lançado em 2009.

    NOITE DAS CANTORAS 2

    MARIANA AYDAR (SP)/ MARIA GADÚ (RJ)/ MÁRCIA CASTRO (BA)
    Quando: 13 (sex), 20h
    Local: Praça Pedro Arcanjo

    Outra revelação no cenário nacional, a carioca Maria Gadú se apresenta na Noite das Cantoras 2, que também conta com Mariana Aydar, que volta a Salvador para lançar seu segundo disco “Peixes, Pássaros, Pessoas”. A anfitriã da noite será Márcia Castro, que chamou a atenção da crítica brasileira em 2008 com seu disco “Pecadinho” e foi uma das vozes indicadas para o prêmio TIM de Música (2008).

    NOITE DAS ORQUESTRAS

    ORQUESTRA BRASILEIRA DE MÚSICA JAMAICANA (SP)/ SKA MARIA PASTORA (PE)/ ORKESTRA RUMPILEZZ (BA)
    Quando: 20 (sex), 20h
    Local: Praça Pedro Arcanjo

    No dia da Consciência Negra o ska e as células rítmicas afro-baianas serão a tônica da noite. A Orquestra Brasileira de Música Jamaicana tem chamado a atenção do público pelos arranjos de clássicos da música brasileira como Carinhoso (Pixinguinha) e Águas de Marco (Tom Jombim) em ritmo de Ska. Já a Ska Maria Pastora, de Olinda, toca frevos em ritmo de Ska. A Orkestra Rumpilezz inova com composições inspiradas nos ritmos dos toques para os orixás e lançou seu primeiro disco em São Paulo no final de outubro deste ano.

    Os ingressos das apresentações serão vendidos no próprio local, a partir das 16h a preços populares: R$ 10 e R$ 5 (meia entrada).

    * É imprescindível a apresentação do documento de identificação do estudante no ato da compra.

    quarta-feira, 4 de novembro de 2009

    Novembro, mês da Consciencia Negra

    Imagem de uma nadadora do Reino Unido, com deficiência, ganha premio fotográfico

    A imagem de uma nadadora de 13 anos, que perdeu o seu pé direito quando tinha apenas 10 meses, foi distinguido com um premio fotográfico na National Portrait Gallery, em Londres.
    04.11.2009 - 16:40 Por Reuters
    Paul Floyd Blake, de 47 anos, foi premiado com 12 mil libras, cerca de 13 mil euros, pelo sua fotografia da nadadora de 13 anos Rosie Bancroft, que espera competir em 2012 nos Jogos Paralímpicos. “Ela tinha acabado de bater um recorde pessoal e penso que é por isso que ela parece tão confiante, segura na fotografia”, refere Blake.
    Na fotografia Bancroft, usando uma touca vermelha com os óculos sobre a cabeça, vira-se de lado para olhar diretamente para o espectador, apoiando os seus cotovelos nos joelhos.
    A fotografia faz parte de uma série de outras imagens chamada “On Track 2012”. Em cada ano, de 2007 a 2012, Blake fotografou e fotografará 12 jovens atletas com potencial para competir nos Jogos Olímpicos, que se realizam em Londres nesse ano.
    “A série de fotografias centra-se menos no desporto e mais no crescimento e na transição dos jovens atletas na passagem da infância para a idade adulta”, disse Blake.
    Sandy Nairne, diretor da National Portrait Gallery que fez parte do júri, descreveu a foto como “um estudo da determinação juvenil”.
    O segundo premio foi atribuído a Vanessa Winship pela sua fotografia de uma mulher em Tbilisi, Georgia. Michal Chebin, natural de Israel, recebeu o terceiro premio pela sua foto de um detido, de 15 anos, numa prisão de segurança máxima na Rússia.

    II Lavagem da Biblioteca Pública do Estado da Bahia

    Atenção
    Concentração às 9 horas no Campo Grande
    Alinhar ao centro

    Seminários Novas Letras - Primavera da Leitura

    Dia 05 de novembro, quinta-feira, das 14:00h às 17:00h
    Local: SESI (Cidade Baixa)
    Informações: (71) 3254-9915

    terça-feira, 3 de novembro de 2009

    2ª Temporada de "Ó Paí, Ó"

    Hoje, 03/11, o autor Guel Arraes juntamente com a diretora-geral Monique Gardenberg e a diretora Carolina Jabor estiveram reunidos no Rio de Janeiro para apresentar a segunda temporada da série com estreia prevista para o dia 13 de novembro na Rede Globo.

    A série encantou o público pois retrata o dia-a-dia dos moradores de um cortiço localizado no Pelourinho, Centro histórico de Salvador. Os personagens são encenados pelo Bando de Teatro Olodum que abordam temas polêmicos sempre com umas pitadas de humor.

    Lázaro Ramos, protagonista da série, adianta que seu personagem sofreu algumas mudanças. A série conta também com Aline Nepomuceno, Luciana Souza, Lyu Arisson, Tânia Toko e Luana Piovani e Luis Miranda convidados especiais desta temporada que terá quatro episódios.

    “Ó Paí, Ó’, que vai ao ar às sextas-feiras, a partir de 13 de novembro, logo após o ‘Globo Repórter’, é mais um investimento da Rede Globo em co-produções. A iniciativa nasceu em 2003 para contribuir com a ampliação de seu conteúdo. Desde então, a emissora aposta na aproximação com produtoras independentes do país, a exemplo da Dueto Filmes, e pretende continuar abrindo espaço em sua grade de programação para talentos artísticos do mercado. A série tem a supervisão artística da TV Globo, que co-produz e acompanha todo o desenvolvimento do projeto. ‘Homem Objeto’, ‘Cidade dos Homens’, ‘Cena Aberta’, ‘Carandiru – Outras Histórias’, ‘Central da Periferia’ e ‘Antônia’ são outros exemplos de co-produções da emissora na área de dramaturgia.”

    Fonte: Cybele Meyer falando sobre...

    Ensino a distância sofre resistência – Preconceito

    por Werciley Silva
    Mais de 18 mil alunos de cursos de educação a distância, de instituições particulares e públicas, sofreram preconceito por terem optado por essa modalidade de ensino, segundo levantamento da Associação Brasileira de Estudantes de Ensino a Distância (ABE-EAD), que recebe as denúncias desde 2007. São casos de discriminação por alunos de cursos presenciais, dúvidas dos empregadores sobre a validade dos cursos – mesmo os autorizados pelo Ministério da Educação, dificuldades para conseguir estágio, para obter o registro profissional e fazer inscrição em concurso. Hoje há no Brasil mais de 2,6 milhões de alunos em 1.752 cursos, segundo o Censo de Educação a Distância. No início do mês, a ABE-EAD entrou com um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal contra o Conselho Nacional do Ministério Público. Por meio da resolução nº 40, de maio deste ano, o conselho dizia que só diplomas de cursos presenciais seriam aceitos para o Ministério Público. A conclusão deve sair nas próximas semanas.

    Além do Conselho, outros órgãos veem problemas no ensino a distância. É o caso do Conselho Federal de Serviço Social, que não apoia a modalidade. A dificuldade para estágio é, segundo a presidente do conselho, Ivanete Boschetti, culpa da estrutura da educação a distância, que prioriza a “quantidade em vez da qualidade da formação. O mercado não absorve esse número de estagiários.” Em junho de 2008, o Conselho Federal de Biologia publicou resolução proibindo o registro para profissionais com diplomas de ensino a distância. Segundo o secretário de educação a distância do MEC, Carlos Eduardo Bielschowsky, qualquer medida contra o aluno formado por instituições credenciadas pelo governo é ilegal. “Entramos com as medidas legais e eles vão sofrer a penalidade da lei.” Segundo a vice-presidente do conselho, Inga Mendes, o MEC propôs a criação de um grupo para discutir a questão, mas não houve retorno. A resolução ainda vigora.

    SÃO PAULO – Neste ano, a ABE-EAD iniciou uma discussão com o Conselho Municipal de Educação que, por meio de deliberações de 2004, vetou a participação de professores formados a distância em concursos públicos. Em junho, foi deferida liminar a favor dos alunos, classificando a posição da prefeitura como discriminatória. No caso de descumprimento, será aplicada multa de R$ 100 mil/dia. A Prefeitura de São Paulo recorreu. Na rede estadual, circular da direção de ensino de Itapetininga repudia a atribuição de aulas a docentes formados a distância. O secretário estadual da Educação, Paulo Renato Souza, afirmou que não tinha conhecimento do caso e que verificará a situação. Foi marcado encontro entre ABE-EAD e governo.

    Fonte: O Estado de São Paulo, 03/11/2009 – São Paulo SP

    Dia de último adeus ao Mestre Neguinho do Samba

    Vai ser enterrado nesta terça-feira (3), no Cemitério Jardim da Saudade, em Salvador, o corpo do mestre de percussão e criador do samba-reggae Neguinho do Samba. Ele morreu no sábado passado, vítima de infarto. O corpo vai sair da sede da banda Didá, no Pelourinho às 10h, e passará em cortejo pelas ruas do Centro Histórico, até chegar à Praça Municipal, de onde será levado, no carro dos bombeiros, até o cemitério.

    Fonte: Bahia Notícias